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Canetas usadas no controle do diabetes ganham novas versões; Veja

Por Vitória Duarte | JP1 |
| Tempo de leitura: 6 min
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Anvisa aprova novas opções de semaglutida para tratamento do diabetes.
Anvisa aprova novas opções de semaglutida para tratamento do diabetes.

O mercado brasileiro de canetas de semaglutida ganhou diversas novas opções em 2026. A movimentação foi impulsionada pela queda da patente do princípio ativo no país, em março, o que abriu espaço para que diferentes laboratórios desenvolvessem e registrassem suas próprias versões do medicamento.

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Em pouco mais de cinco meses, mais de dez produtos foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre medicamentos biológicos, novos, similares e genéricos. A expectativa é de que o aumento da concorrência contribua para reduzir o custo dos tratamentos, que atualmente podem variar de cerca de R$ 900 a R$ 2.500 por mês, dependendo do medicamento e da dose.

As novas versões passaram a disputar espaço com Ozempic e Wegovy, da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, que já eram referências no mercado brasileiro.

Poviztra

O Poviztra é comercializado pela Eurofarma em parceria com a Novo Nordisk e utiliza a semaglutida biológica original desenvolvida pela farmacêutica.

O medicamento é fabricado na Dinamarca e tem indicação aprovada para obesidade e sobrepeso associados a comorbidades.

A caneta está disponível no Brasil desde outubro de 2025. O preço varia entre R$ 400 e R$ 1.100, dependendo da dose e do programa de fidelidade utilizado pelo paciente.

Extensior

Também comercializado pela Eurofarma, o Extensior utiliza a semaglutida biológica produzida pela Novo Nordisk.

O medicamento é fabricado na Dinamarca e tem indicação aprovada para o tratamento do diabetes tipo 2.

Está disponível no país desde outubro de 2025 e custa aproximadamente entre R$ 300 e R$ 500, conforme a apresentação.

Ozivy

O Ozivy, da EMS, foi aprovado pela Anvisa em maio de 2026 e chegou às farmácias em junho.

Ele é considerado um medicamento novo e foi a primeira caneta de semaglutida sintética fabricada no Brasil. A indicação aprovada é para o tratamento do diabetes tipo 2.

O preço inicial parte de aproximadamente R$ 450 por caneta, podendo chegar a R$ 803 para a apresentação de 1,34 mg/ml, sem considerar as diferenças de ICMS entre os estados.

Por ser a primeira semaglutida sintética produzida no país, o Ozivy passou a integrar a Lista de Medicamentos de Referência da Anvisa, servindo como referência para futuros similares e genéricos.

Semavy

O Semavy, produzido pela Cosmed, empresa do grupo Hypera Pharma, foi aprovado pela Anvisa em 29 de julho de 2026.

A caneta utiliza semaglutida sintética e tem indicação para diabetes tipo 2. O lançamento comercial foi realizado pela Mantecorp, unidade da Hypera Pharma, em setembro.

A empresa pretende fabricar o medicamento no Brasil após a transferência de tecnologia. Atualmente, porém, o princípio ativo ainda é importado.

Semaclique

O Semaclique é produzido pela Germed, do grupo EMS, e será comercializado pela Brace Pharma.

A caneta contém semaglutida sintética e foi aprovada pela Anvisa em 17 de agosto de 2026 como medicamento similar tendo o Ozivy como referência.

A indicação aprovada é para diabetes tipo 2, e o lançamento está estimado para novembro de 2026.

Owozy

O Owozy foi registrado pela Ávita Care e envolve uma parceria com Biolab e Sandoz.

O medicamento utiliza semaglutida sintética produzida pela Adalvo, em Malta. A Ávita Care é responsável pelo registro no Brasil, enquanto a Sandoz participa do fornecimento e a Biolab da comercialização.

A Anvisa aprovou o produto em 29 de julho de 2026, com indicação para o tratamento do diabetes tipo 2.

A previsão é que o medicamento chegue às farmácias brasileiras no último trimestre de 2026.

Semaglutida genérica

A EMS também conseguiu a aprovação do primeiro medicamento genérico de semaglutida sintética pela Anvisa, em agosto de 2026.

A versão não terá nome comercial e será vendida pelo próprio nome do princípio ativo. Como medicamento genérico, deverá ter preço pelo menos 35% inferior ao produto de referência, conforme as regras do mercado brasileiro.

Até o momento, o produto ainda não tinha preço definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), nem data confirmada para chegar às farmácias.

Yluméc

O Yluméc, também da EMS, foi aprovado pela Anvisa em 31 de agosto de 2026.

Trata-se de uma versão similar da semaglutida sintética, com indicação para o diabetes tipo 2 e fabricação no Brasil.

A empresa ainda não havia divulgado, até a publicação da matéria, a data de lançamento comercial nem o preço do medicamento.

Zempneo

O Zempneo, da Brainfarma, utiliza semaglutida sintética e foi aprovado pela Anvisa em 29 de julho de 2026.

A indicação é para o tratamento do diabetes tipo 2. A produção está prevista no Brasil após transferência de tecnologia.

O medicamento integra o grupo de cinco novas canetas aprovadas pela Anvisa naquele dia. O preço ainda depende de definição pela CMED e não havia data oficial para chegada às farmácias.

Seemasun

O Seemasun é produzido pela Sun Farmacêutica do Brasil e também foi aprovado pela Anvisa em 29 de julho de 2026.

A caneta possui semaglutida sintética e tem indicação para diabetes tipo 2.

A empresa é a responsável pelo registro do medicamento no Brasil. Até o momento, não havia previsão confirmada de lançamento nem preço definido pela CMED. A origem específica da fabricação não havia sido confirmada.

Orsema

O Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica, completa o grupo de cinco novas canetas aprovadas pela Anvisa em julho.

O medicamento utiliza semaglutida sintética e tem indicação para diabetes tipo 2. A Ranbaxy é responsável pelo registro no país.

Assim como outras opções aprovadas no mesmo lote, ainda não havia data confirmada para chegada às farmácias nem preço definido.

O que muda para os pacientes?

A chegada de novas versões aumenta a concorrência no mercado de medicamentos à base de semaglutida e pode ampliar o acesso aos tratamentos. A própria Anvisa informou que o crescimento dos registros de agonistas de GLP-1 está relacionado ao desenvolvimento de versões sintéticas desses medicamentos e à expiração de patentes.

Segundo a agência, as cinco canetas aprovadas em julho — Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema — foram registradas para tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como complemento à dieta e aos exercícios quando a metformina não é adequada por intolerância ou contraindicação.

É importante destacar que nem toda caneta de semaglutida aprovada para diabetes tem indicação para emagrecimento. A indicação depende do registro específico de cada medicamento.

Além disso, a Anvisa ressalta que o processo de aprovação envolve análise de documentos, estudos clínicos e avaliação das condições de fabricação. A agência informou que, dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos contemplados em um edital relacionado à semaglutida e liraglutida, 11 já haviam concluído a análise, resultando em seis medicamentos aprovados naquele momento.

A ampliação da oferta pode pressionar os preços para baixo, mas o valor final de cada medicamento depende da apresentação, da dose, dos impostos estaduais e da política comercial de cada fabricante.

O uso de semaglutida deve ocorrer com indicação e acompanhamento de um profissional de saúde, especialmente porque os medicamentos possuem diferentes indicações aprovadas e não são todos destinados ao tratamento da obesidade.

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