'MUITO POBRE'

Lula afirma que profissão de gari não dá orgulho ao trabalhador

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Presidente comparou o trabalho de garis com profissões como medicina e engenharia ao falar sobre prestígio profissional.
Presidente comparou o trabalho de garis com profissões como medicina e engenharia ao falar sobre prestígio profissional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou reação política após fazer comentários sobre a profissão de gari durante o ato nacional Mulheres com Lula, realizado no sábado (29), em Belo Horizonte. Ao abordar trabalhadores responsáveis pela coleta de lixo e pela limpeza urbana, o presidente estabeleceu uma comparação entre essa atividade e profissões como engenharia e medicina, relacionando a primeira a pessoas que não tiveram oportunidade de estudar.

Durante a fala, Lula também afirmou que os próprios trabalhadores da limpeza urbana nem sempre teriam dimensão da relevância do serviço que prestam. Como argumento, destacou que a ausência da coleta por vários dias faria com que a população percebesse de forma mais evidente a função desempenhada diariamente por esses profissionais. A declaração ocorreu em um evento de caráter político e ganhou repercussão após a divulgação do conteúdo nas redes sociais.

O comentário abriu espaço para críticas sobre a forma como trabalhadores de serviços essenciais são tratados no discurso público. A coleta de resíduos e a limpeza das ruas fazem parte da rotina das cidades e dependem diretamente da atuação de garis e demais profissionais do setor. A discussão levantada pela declaração passou, portanto, da comparação entre profissões para questões relacionadas à dignidade, reconhecimento profissional e valorização do trabalho.

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Flávio Bolsonaro reage

A declaração também foi explorada politicamente por Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência da República. Em publicação nas redes sociais, ele criticou a avaliação feita por Lula e defendeu que a dignidade de uma profissão não deveria ser determinada pelo nível de escolaridade exigido ou pelo prestígio social associado a determinada carreira.

Flávio também utilizou a reação para estabelecer um contraste entre trabalhadores da limpeza urbana e a classe política. Segundo o senador, garis e outros profissionais que atuam nas ruas retornam para casa depois de cumprir suas jornadas, enquanto episódios envolvendo corrupção e esquemas políticos seriam responsáveis por comprometer a imagem de agentes públicos. A crítica reforçou o caráter eleitoral da repercussão e ampliou o embate entre os dois nomes.

O episódio ocorre em um cenário de movimentação política para as eleições de 2026, com Lula e Flávio Bolsonaro entre os principais nomes envolvidos na disputa pela Presidência. A fala do presidente, inicialmente inserida em uma discussão sobre a importância da limpeza urbana, passou a ser usada como instrumento de crítica política e deve continuar repercutindo nas redes sociais e entre apoiadores dos dois grupos.

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