Amelie Voigt Trejes, de 21 anos, tornou-se em 2026 a bilionária mais jovem do mundo, de acordo com a Forbes. Natural de Santa Catarina, ela possui um patrimônio estimado em US$ 1,1 bilhão, equivalente a cerca de R$ 5,67 bilhões. A posição foi definida por uma diferença mínima de idade: a brasileira é aproximadamente sete semanas mais nova que o alemão Johannes von Baumbach, que ocupava o posto anteriormente.
A origem da fortuna está na participação da jovem na WEG, companhia criada em 1961, em Jaraguá do Sul (SC), e que hoje atua em diversos mercados ligados à energia e à indústria. Amelie integra a terceira geração da família de Werner Ricardo Voigt, um dos três responsáveis pela fundação da empresa. Embora não exerça função executiva, ela está vinculada ao grupo familiar que concentra parte relevante das ações da multinacional.
A estrutura societária ajuda a explicar o patrimônio. Amelie possui diretamente mais de 5,2 milhões de ações ordinárias da WEG e também detém participações em empresas familiares que possuem ações da companhia. Consideradas essas diferentes posições, sua participação econômica chega a aproximadamente 106,7 milhões de ações, o equivalente a cerca de 2,54% da empresa. A jovem também está ligada à WPA Participações e Serviços, estrutura que reúne as famílias dos fundadores e mantém mais da metade do capital da WEG.
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Família concentra jovens entre os bilionários
A trajetória de Amelie não é um caso isolado dentro da família. Entre os seis brasileiros mais jovens no ranking de bilionários da Forbes, cinco pertencem à família Voigt. O grupo inclui Dora Voigt de Assis, de 28 anos, com patrimônio estimado em US$ 1,4 bilhão; Felipe Voigt Trejes, de 23 anos; Pedro Voigt Trejes, também de 23 anos; Lívia Voigt de Assis, de 21 anos; e a própria Amelie, com US$ 1,1 bilhão estimados. Felipe e Pedro são irmãos de Amelie e dividem com ela participações em empresas familiares.
A WEG começou sua trajetória produzindo motores elétricos e, ao longo de mais de seis décadas, ampliou significativamente seu catálogo. Atualmente, a companhia fabrica motores, geradores, transformadores, turbinas, painéis elétricos, sistemas de automação e equipamentos destinados à geração, transmissão e distribuição de energia. A empresa também atua com carregadores para veículos elétricos, tintas industriais e automotivas e outros componentes, reunindo mais de 1,5 mil linhas de produtos.
A expansão transformou a empresa catarinense em uma multinacional com operações em 41 países, mais de 45 mil funcionários e presença industrial, comercial e logística nos cinco continentes. A valorização da companhia no mercado acionário, combinada à manutenção das participações familiares ao longo das gerações, ajudou a ampliar o patrimônio dos descendentes dos fundadores. Em 2024, a WEG também passou a contar, pela primeira vez no Brasil, com uma mulher em sua diretoria executiva.