ECONOMIA

Lula descarta privatização e promete tirar Correios da crise

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/TV Globo
O governo pretende reduzir despesas e adaptar os Correios à concorrência crescente no mercado de entregas.
O governo pretende reduzir despesas e adaptar os Correios à concorrência crescente no mercado de entregas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os Correios permanecerão sob controle estatal e descartou a possibilidade de venda da empresa durante a sabatina promovida pela TV Globo nesta quinta-feira (27). A declaração ocorre enquanto a companhia enfrenta um dos períodos mais delicados de suas finanças, com déficit de R$ 3,1 bilhões registrado no primeiro semestre de 2026.

Lula indicou que a estratégia para enfrentar o problema passa por uma reorganização da estatal e pela redução de despesas consideradas necessárias pelo governo. A avaliação apresentada pelo presidente é de que os Correios precisam se adaptar às transformações do mercado de entregas, que ganhou novos concorrentes e mudou o perfil da atividade nos últimos anos.

A deterioração financeira vem se acumulando ao longo dos últimos anos. O resultado negativo, que era de R$ 171,8 milhões em junho de 2022, avançou para R$ 1,5 bilhão em 2023 e alcançou R$ 1,7 bilhão em 2024. Em 2025, o déficit chegou a R$ 2,6 bilhões, antes de atingir os R$ 3,1 bilhões registrados na primeira metade deste ano.

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Reestruturação prevê corte de despesas

A permanência dos Correios como empresa pública não significa, porém, manutenção do atual modelo de funcionamento. A direção da estatal trabalha em um programa de reestruturação que prevê mudanças na rede de atendimento e medidas voltadas à redução dos custos operacionais, incluindo a possibilidade de encerramento de unidades consideradas necessárias para o novo desenho da empresa.

Outra frente prevista é um programa de demissão voluntária, que faz parte das iniciativas destinadas a adequar a estrutura da companhia à realidade financeira atual. As medidas são apresentadas como parte do esforço para diminuir despesas e reorganizar a operação diante da pressão sobre as contas.

A condução desse processo ganhou novo comando no ano passado, quando Emmanoel Schmidt Rondon assumiu a presidência dos Correios no lugar de Fabiano Silva dos Santos. Desde a mudança, a empresa também passou por alterações em sua diretoria. A expectativa do governo é combinar a reorganização interna com investimentos e adaptação ao mercado para recuperar a capacidade financeira da estatal sem recorrer à privatização.

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