Criada em Charqueada, no distrito de Paraisolândia, a psicóloga Rafaela de Lima Barbosa construiu sua trajetória profissional em Piracicaba e agora leva essa experiência para as páginas do livro “Inclusão Sem Barreiras”. Em entrevista ao Jornal de Piracicaba, ela contou sobre a trajetória que a levou à publicação da obra, que será lançada em 12 de setembro, durante a Bienal do Livro de São Paulo.
Desde a infância, Rafaela conta que sempre teve carinho e identificação com as crianças. O interesse pelo desenvolvimento infantil, pelas dificuldades encontradas no processo de aprendizagem e pelo potencial de cada criança a levou a escolher a Pedagogia como primeira formação. Posteriormente, buscou a pós-graduação em Psicopedagogia Clínica e Institucional para ampliar o olhar sobre os processos de aprendizagem e compreender as dificuldades que podem existir por trás deles.
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A Psicologia veio como uma nova etapa dessa trajetória, reunindo os conhecimentos adquiridos nas áreas de educação, aprendizagem e desenvolvimento emocional. Foi a partir dessa combinação de estudos e experiências que surgiu a ideia de escrever “Inclusão Sem Barreiras”. A proposta é abordar o tema da inclusão de forma simples e acessível, alcançando crianças, famílias, educadores e outras pessoas interessadas no assunto.
A mensagem central do livro é resumida por Rafaela em uma frase: “todo mundo aprende, mas cada um aprende de um jeito”.

Maternidade também influenciou a obra
Além da formação profissional, a maternidade teve papel importante na maneira como Rafaela passou a enxergar o desenvolvimento infantil. Ao se tornar mãe, ela acompanhou de perto as diferentes fases, descobertas, dificuldades e conquistas da filha. A experiência fez com que desenvolvesse um olhar ainda mais atento para o tempo e as necessidades de cada criança. Segundo ela, não existe uma única maneira de aprender, se desenvolver ou enxergar o mundo.
Essa percepção também se relaciona às lembranças da própria infância. Criada nos anos 1980, Rafaela recorda que naquela época havia pouca discussão sobre inclusão, respeito às diferenças e as diferentes formas de aprendizagem. Segundo a psicóloga, crianças que apresentavam mais dificuldades na escola muitas vezes eram rotuladas como aquelas que “não sabiam” ou “não aprendiam”. Essas situações poderiam resultar em bullying, exclusão e marcas emocionais que permaneciam por muito tempo.
Para Rafaela, discutir inclusão atualmente também significa reconhecer os avanços conquistados e entender o que ainda precisa mudar. “Inclusão não é apenas colocar todos no mesmo espaço. É compreender que cada pessoa tem seu tempo, sua história e sua maneira de aprender”, afirma. A autora defende ainda que ninguém deve ser definido pelas dificuldades ou diferenças que apresenta. A intenção do livro é justamente contribuir para que crianças, famílias e educadores desenvolvam um olhar mais atento e respeitoso às particularidades de cada pessoa.
Quem quiser mais informações sobre o lançamento do livro pode entrar em contato com Rafaela pelo Instagram @rafaela.barbosapsi.