Sentir uma espinha de peixe na garganta depois de uma refeição pode causar desconforto e levar a uma série de tentativas para resolver o problema rapidamente. Entre as receitas populares está a ingestão de pão, arroz, batata ou outros alimentos com a ideia de empurrar o fragmento para o estômago. No entanto, essas estratégias não devem ser tratadas como formas comprovadas de retirada e podem não ser adequadas para um objeto pontiagudo.
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Uma espinha pode ficar presa na garganta ou no esôfago e provocar uma pequena lesão durante a passagem. Por isso, insistir em alimentos para tentar deslocá-la pode aumentar a irritação da região. A recomendação também vale para outras receitas populares, como usar azeite, vinagre, refrigerante ou bebidas mais espessas. Não há garantia de que essas opções retirem o fragmento com segurança.
Outro detalhe importante é que a sensação de espinha presa pode continuar mesmo quando ela já passou. Isso acontece porque a passagem do objeto pode deixar a mucosa irritada ou machucada, mantendo a impressão de que ainda existe algo na garganta. Se o incômodo estiver diminuindo, pode ser apenas consequência dessa irritação, mas a persistência dos sintomas merece atenção.
Saiba quando procurar atendimento
Tentar alcançar a espinha com os dedos, pinças, palitos ou outros objetos também deve ser evitado. Além de ser difícil visualizar corretamente o local em que o fragmento está preso, a manipulação pode provocar novos ferimentos. Quando existe suspeita de que a espinha continua alojada, a avaliação de um profissional permite verificar a situação e definir a melhor forma de removê-la.
Dor que não melhora, dificuldade para engolir, presença de sangue na saliva ou sensação persistente de corpo estranho são sinais de que é necessário buscar atendimento. Em algumas situações, a localização do fragmento pode exigir exames ou até uma endoscopia para confirmar a presença da espinha e realizar a retirada de maneira adequada.
A situação se torna ainda mais urgente quando há dificuldade para respirar, incapacidade de engolir a própria saliva, engasgo intenso ou piora rápida dos sintomas. Nesses casos, não é indicado continuar tentando empurrar a espinha com comida ou bebida. A prioridade deve ser procurar atendimento de emergência para evitar complicações.