Quem pretende observar um dos principais eventos astronômicos do ano deve ficar atento nesta madrugada. A chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul alcança seu pico entre a noite desta quinta-feira (30) e a madrugada de sexta-feira (31), com expectativa de até 25 meteoros por hora em condições favoráveis. Mesmo com o brilho da Lua cheia reduzindo a visibilidade dos objetos mais discretos, os meteoros mais intensos ainda poderão ser vistos sem telescópios ou binóculos.
O melhor período para acompanhar o fenômeno começa por volta de 1h30. Para aumentar as chances de observação, a recomendação é procurar um local escuro, distante da iluminação das cidades, e dedicar alguns minutos para que os olhos se adaptem à escuridão antes de observar o céu. Também é indicado olhar para uma ampla região entre o noroeste e o leste. Os meteoros parecem surgir próximos à constelação de Aquário, característica que dá nome à chuva das Delta Aquáridas do Sul.
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Onde observar e como aproveitar melhor
Embora a Lua cheia torne o céu mais claro, especialistas em astronomia explicam que isso não impede totalmente a observação. Os meteoros de maior brilho continuam visíveis e o pico da atividade pode se estender também para a madrugada de sábado (1º), já que a intensidade desse tipo de fenômeno costuma variar naturalmente.
Quem pretende registrar imagens deve posicionar a câmera em uma área distante da claridade da Lua. O uso de exposições mais longas, em torno de dez segundos, aliado a um ISO elevado, aumenta as chances de capturar os rastros luminosos. A observação desse tipo de evento não exige equipamentos especiais. Uma cadeira confortável, roupas adequadas para o frio e paciência costumam ser suficientes para aproveitar a experiência, já que os meteoros aparecem de forma aleatória ao longo da madrugada.
O que provoca a chuva de meteoros
As chamadas "estrelas cadentes" são, na verdade, pequenos fragmentos deixados por cometas e, em alguns casos, por asteroides. Todos os anos, a Terra atravessa regiões do espaço onde esse material está concentrado e, ao entrar na atmosfera em altíssima velocidade, as partículas produzem o brilho que pode ser visto da superfície.
Esses fragmentos viajam entre aproximadamente 40 mil e 260 mil quilômetros por hora. O atrito com a atmosfera aquece rapidamente o material e gera um rastro luminoso que normalmente dura menos de um segundo. Quando o brilho é muito intenso, o meteoro recebe a classificação de bólido e pode permanecer visível por mais tempo.
Além das Delta Aquáridas do Sul, outras chuvas de meteoros também estão ativas neste período, como as Alfa Capricornídeos e o início das Perseidas. O próximo grande destaque do calendário astronômico será justamente o pico das Perseidas, previsto para 12 de agosto, considerado um dos eventos mais aguardados pelos observadores do céu.