A 2ª Promotoria de Justiça instaurou um procedimento para investigar o salto de mortes em ações da PM na cidade e apurar denúncias graves de extorsão e simulação de flagrante envolvendo policiais.
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Números preocupam
Em 2024, Piracicaba registrava 1,14 morte por intervenção policial a cada 100 mil habitantes.
Em 2025 esse número explodiu: foi pra 2,72.
Enquanto isso, no estado todo a taxa ficou quase estável: subiu de 1,57 para 1,66.
A investigação ganhou força depois da morte de Gabriel Júnior Oliveira Alves, em 2025. Na época, o MP denunciou seis policiais militares à Vara do Júri. Desde então, a Promotoria passou a monitorar cada caso de morte pela PM na cidade.
Denúncias pesadas
Além das mortes, o MP recebeu neste ano denúncias de extorsão e "flagrante armado" atribuídos a PMs. Um dos casos foi tão sério que a Corregedoria da PM estourou 10 endereços em fevereiro, com mandados de busca e apreensão.
Depois disso, chegaram mais 3 denúncias do mesmo tipo. Todas foram encaminhadas pra apuração.
Segundo a portaria, o objetivo é juntar dados, boletins e inquéritos para ver se existe um padrão de conduta e se há falhas na atuação policial. Se for confirmado, pode virar ação na Justiça. Se não, o caso é arquivado.
O procedimento vai ficar com a 2ª Promotoria de Justiça de Piracicaba.