Quem costuma acompanhar eventos astronômicos terá uma oportunidade especial nesta semana. Entre a madrugada de quinta-feira (30) e sexta-feira (31), duas chuvas de meteoros estarão no auge da atividade e poderão ser observadas em diferentes regiões do Brasil. Apesar da expectativa pelo espetáculo, a iluminação da Lua quase cheia deve reduzir a visibilidade dos meteoros mais discretos.
Mesmo com essa interferência natural, especialistas apontam que ainda será possível acompanhar o fenômeno a olho nu, principalmente em locais afastados das cidades e com pouca poluição luminosa. As melhores condições de observação ocorrem durante a madrugada, quando o céu costuma estar mais escuro.
Quem pretende assistir não precisa de equipamentos como telescópios ou binóculos. O mais importante é escolher um ambiente com pouca iluminação artificial e permitir que os olhos se adaptem à escuridão antes de iniciar a observação.
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Dois fenômenos dividem o céu
As protagonistas da semana são as chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas, que terão seus picos praticamente no mesmo período. A coincidência aumenta as chances de observar estrelas cadentes cruzando o céu durante a madrugada.
A Delta Aquáridas do Sul costuma ser a mais intensa das duas, podendo registrar até 25 meteoros por hora em condições favoráveis. Já a Alfa Capricornídeas apresenta uma atividade menor, com aproximadamente cinco meteoros por hora, mas costuma compensar pela intensidade do brilho, que torna seus rastros mais fáceis de notar.
A combinação dos dois eventos transforma o fim de julho em um dos períodos mais aguardados pelos admiradores da astronomia, já que a ocorrência simultânea amplia as possibilidades de observação em diversas regiões do país.
Lua cheia exigirá estratégia para observar
O principal desafio para quem pretende acompanhar o fenômeno será a luminosidade da Lua. Um dia após atingir a fase cheia, o satélite ainda permanecerá com cerca de 98% da superfície iluminada, clareando o céu e diminuindo o contraste necessário para enxergar os meteoros menos brilhantes.
De acordo com orientações divulgadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), posicionar-se de forma que a Lua fique atrás do observador ou escondida por árvores, edifícios ou elevações do terreno pode ajudar a minimizar o excesso de claridade e melhorar a experiência.
Também vale priorizar locais afastados da iluminação urbana e reservar alguns minutos para que a visão se acostume ao ambiente escuro. Com essas condições, será possível aproveitar um dos principais eventos astronômicos do mês sem recorrer a equipamentos especiais.