Piracicaba amanheceu sob forte movimentação policial nesta quinta-feira (23). Depois de oito meses de investigação sigilosa, a Polícia Civil colocou em prática a Operação "Portela" e atingiu em cheio uma organização criminosa apontada como responsável por transformar a Comunidade Portelinha em um dos principais pontos de tráfico da cidade.
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Segundo a DEIC, o esquema era comandado por integrantes do PCC e funcionava como uma verdadeira empresa do crime, com líderes, recrutadores, responsáveis pelo dinheiro, abastecedores e até adolescentes atuando na linha de frente das vendas.
Ao amanhecer, equipes da DEIC, GOE e Força Tática cercaram imóveis nos bairros Cecap, Jupiá, Tatuapé e na Comunidade Portelinha. O resultado impressionou: duas "casas-bomba" foram estouradas e um arsenal de drogas foi retirado das ruas.
Ao todo, os policiais apreenderam 5.299 porções de entorpecentes, entre maconha, cocaína, crack, skank, haxixe dry, K2 e lança-perfume, além de oito tijolos de maconha, celulares, dinheiro e anotações da contabilidade do tráfico.
As investigações revelaram que o grupo tinha uma estrutura organizada. O homem apontado como líder, conhecido como "Riquelme", de 23 anos, saía da cidade de Piedade semanalmente para vir a Piracicaba coordenar as atividades criminosas. Uma mulher, apelidada de "Vi", era responsável por alugar imóveis utilizados para esconder drogas e alojar traficantes.
Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a participação de um adolescente de apenas 15 anos. Conforme a polícia, o jovem publicava nas redes sociais fotos exibindo dinheiro, entorpecentes e até mensagens desafiando as forças de segurança.
"Muchin", responsável pelo abastecimento do ponto de venda, "Luizão", encarregado de recolher os valores obtidos com o tráfico, e "Vi" foram presos em flagrante. O adolescente foi apreendido. Já "Negula", preso na semana passada, também responderá por associação ao tráfico. O líder do grupo continua foragido.
Para a Polícia Civil, a operação representa um duro golpe contra a facção criminosa na cidade.
Em poucas horas, agentes desmontaram uma engrenagem que, segundo as investigações, funcionava dia e noite, alimentando a violência e o tráfico em Piracicaba.
A operação terminou com montanhas de drogas sobre as mesas da DEIC e a certeza de que a investigação ainda está longe do fim. Enquanto alguns integrantes já estão atrás das grades, a polícia continua as buscas pelo homem apontado como o cérebro da organização.
Forma apreendidas: 5.299 porções de drogas;
8 tijolos de maconha; R$ 518 em dinheiro;4 celulares e anotações do tráfico.
Os presos permanecem à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.