SAÚDE

Anvisa libera novos tratamentos para crianças com doenças graves

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem: Magnific
Crianças com lúpus a partir de 5 anos e adolescentes com esclerose múltipla passam a contar com novas opções de tratamento após decisão da Anvisa.
Crianças com lúpus a partir de 5 anos e adolescentes com esclerose múltipla passam a contar com novas opções de tratamento após decisão da Anvisa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação do uso de dois medicamentos voltados ao tratamento de doenças autoimunes em crianças e adolescentes. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, permite que pacientes mais jovens tenham acesso a terapias modernas contra o lúpus eritematoso sistêmico e a esclerose múltipla, ampliando as alternativas disponíveis para o controle dessas enfermidades.

Entre as novidades está a inclusão do belimumabe como opção complementar para crianças a partir de 5 anos diagnosticadas com lúpus ativo. Já o ocrelizumabe poderá ser utilizado por adolescentes com 12 anos ou mais e peso superior a 40 quilos que convivem com a forma remitente-recorrente da esclerose múltipla.

A ampliação da indicação representa um avanço principalmente para famílias que enfrentam doenças crônicas de difícil controle, já que os medicamentos fazem parte das terapias biológicas desenvolvidas para reduzir a atividade do sistema imunológico e minimizar a progressão das enfermidades.

VEJA MAIS:


  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

Mais opções para controlar doenças autoimunes

No caso do lúpus, o belimumabe será utilizado como complemento ao tratamento convencional em pacientes cuja doença permanece ativa mesmo com o uso dos medicamentos habitualmente prescritos. A nova autorização também contempla a versão em caneta autoinjetora, oferecendo mais praticidade e reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes para centros especializados em infusão.

O lúpus é uma doença autoimune que pode comprometer diferentes partes do organismo, incluindo pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos. Sem acompanhamento adequado, o quadro pode evoluir com complicações importantes, tornando o diagnóstico precoce e o tratamento contínuo fundamentais.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, entre 150 mil e 300 mil pessoas convivem com a doença no país. Os sintomas costumam incluir fadiga, febre, dores articulares, lesões na pele sensíveis ao sol, queda de cabelo e alterações em diversos órgãos, exigindo avaliação médica e exames específicos para confirmação do diagnóstico.

Tratamento também avança contra a esclerose múltipla

Outra mudança aprovada pela Anvisa envolve o ocrelizumabe, medicamento biológico indicado para adolescentes com esclerose múltipla remitente-recorrente. A terapia atua reduzindo a atividade inflamatória provocada pelo sistema imunológico e busca diminuir a frequência de surtos característicos da doença.

Embora a manifestação da esclerose múltipla antes da vida adulta seja considerada incomum, especialistas apontam que os casos pediátricos tendem a exigir acompanhamento rigoroso devido ao potencial de evolução da enfermidade. A doença afeta o sistema nervoso central ao atacar a mielina, estrutura responsável por proteger as fibras nervosas e garantir a comunicação entre cérebro e corpo.

Entre os sinais mais frequentes estão fadiga intensa, alterações na visão, formigamentos, fraqueza muscular, dificuldade de equilíbrio e problemas no controle da bexiga. O diagnóstico depende da avaliação de um neurologista, associada a exames complementares, enquanto fatores genéticos e ambientais estão entre os principais elementos relacionados ao desenvolvimento da doença.

Comentários

Comentários