TARIFAÇO

Café taxado? Veja os produtos que escaparam da tarifa de Trump

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/The White House/Youtube
O tarifaço de Trump eleva os custos para parte das exportações brasileiras e passa a valer já na próxima semana.
O tarifaço de Trump eleva os custos para parte das exportações brasileiras e passa a valer já na próxima semana.

O governo dos Estados Unidos confirmou que aplicará uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país a partir de 22 de julho. Apesar da nova medida, centenas de mercadorias foram excluídas da cobrança, preservando alguns dos principais itens da pauta de exportação do Brasil.

Entre os produtos que escaparam da tarifa estão café, carne bovina, petróleo, aeronaves, celulose, computadores, smartphones e suco de laranja. Já segmentos como etanol, açúcar orgânico, calçados, vestuário e parte dos produtos industrializados serão atingidos pela nova taxa. A lista divulgada pelo governo americano reúne produtos do agronegócio, da indústria, da mineração e do setor de tecnologia que permanecerão livres da tarifa.

VEJA MAIS:


  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

Confira os principais itens que não serão taxados:

Produtos de origem animal

  • Carne bovina fresca, refrigerada e congelada;
  • Carcaças, cortes e carnes processadas;
  • Línguas, fígados e outras miudezas bovinas;
  • Tilápia;
  • Atum;
  • Cavala;
  • Peixe-espada;
  • Lagosta;
  • Lagostins;
  • Mel orgânico certificado;
  • Coral;
  • Conchas.

Hortaliças, raízes e vegetais

  • Tomates;
  • Chuchu;
  • Mandioca;
  • Inhame;
  • Taro;
  • Araruta;
  • Cogumelos secos;
  • Brotos de bambu;
  • Alcaparras.

Frutas e castanhas

  • Banana;
  • Manga;
  • Goiaba;
  • Abacaxi;
  • Abacate;
  • Coco;
  • Kiwi;
  • Mamão;
  • Laranja;
  • Limão;
  • Castanha-do-pará;
  • Castanha de caju;
  • Macadâmia;
  • Pinhão;
  • Mangostão.

Café, bebidas e especiarias

  • Café em grão;
  • Café torrado;
  • Café solúvel;
  • Chá verde;
  • Chá preto;
  • Erva-mate;
  • Pimenta;
  • Páprica;
  • Baunilha;
  • Canela;
  • Cravo;
  • Noz-moscada;
  • Cardamomo;
  • Coentro;
  • Cominho;
  • Gengibre;
  • Açafrão;
  • Cúrcuma;
  • Louro;
  • Curry;
  • Suco de laranja;
  • Sucos cítricos;
  • Suco de abacaxi;
  • Água de coco.

Minérios, combustíveis e produtos químicos

  • Petróleo bruto e refinado;
  • Gás natural;
  • Carvão;
  • Biodiesel;
  • Grafite;
  • Caulim;
  • Minérios de ferro, cobre, alumínio, níquel, zinco e titânio;
  • Vitaminas;
  • Antibióticos;
  • Hormônios;
  • Ácidos industriais.

Máquinas, eletrônicos e aeronaves

  • Computadores;
  • Notebooks;
  • Smartphones;
  • Monitores;
  • Circuitos integrados;
  • Motores de aeronaves;
  • Aviões;
  • Helicópteros;
  • Drones;
  • Hélices;
  • Trens de pouso;
  • Equipamentos de navegação e instrumentos de precisão.

Veja os produtos que serão taxados

Nem todos os setores conseguiram ficar de fora da nova medida. Alguns produtos brasileiros passarão a pagar a tarifa adicional de 25% ao entrarem no mercado americano. A lista inclui:

  • Etanol;
  • Máquinas agrícolas;
  • Vestuário;
  • Maquinário elétrico;
  • Calçados;
  • Ferramentas de jardinagem;
  • Equipamentos de mineração;
  • Papel;
  • Açúcar orgânico;
  • Bens de capital;
  • Manufaturados em geral;
  • Produtos químicos diversos;
  • Itens industriais processados.

A definição foi anunciada após o encerramento de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O processo avaliou práticas comerciais brasileiras em temas como etanol, propriedade intelectual, plataformas digitais e o sistema de pagamentos PIX.

Embora a tarifa entre em vigor em 22 de julho, mercadorias que já tiverem deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos antes dessa data não serão atingidas pela cobrança. O governo americano também informou que a lista poderá sofrer alterações caso ocorram novos avanços nas negociações comerciais entre os dois países.

Comentários

Comentários