Uma recém-nascida escapou de ser levada de uma maternidade em Teresina (PI) graças à rápida reação de uma familiar, que percebeu um comportamento incomum de uma funcionária da unidade e decidiu acompanhá-la. A intervenção impediu que a criança deixasse o hospital e deu início a uma investigação conduzida pela Polícia Civil.
A suspeita é uma técnica de enfermagem que trabalhava na maternidade havia pouco mais de dois anos. Apesar de estar de folga no dia do caso, ela entrou na unidade e informou à mãe da bebê, uma adolescente de 14 anos, que seria necessário realizar procedimentos de rotina com a criança.
O episódio ganhou repercussão nacional e terminou com a decretação da prisão preventiva da profissional, além da abertura de processos na esfera criminal e ética.
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A atenção da família mudou o desfecho
Enquanto a mãe aguardava o retorno da filha, a tia da bebê resolveu permanecer próxima ao local onde os supostos exames seriam realizados. Pouco depois, percebeu que a funcionária deixava a área levando apenas uma bolsa de grande porte e demonstrava um comportamento considerado incomum.
Desconfiada, ela decidiu seguir a mulher e notou que a suspeita entrou em um banheiro. Ao sair, já vestia outras roupas e estava sem parte dos acessórios utilizados durante o atendimento, o que aumentou ainda mais a suspeita da familiar.
Antes que a funcionária deixasse a maternidade, a tia resolveu verificar o conteúdo da bolsa. Dentro dela estava a recém-nascida, que foi retirada imediatamente e devolvida em segurança à família. O resgate mobilizou equipes da unidade e evitou que o crime fosse consumado.
Investigação revelou novos detalhes
As investigações apontam que a suspeita foi presa após a Justiça autorizar sua prisão preventiva, já que o caso não chegou a ser comunicado a tempo para uma prisão em flagrante. Depois da repercussão, familiares a internaram em uma clínica psiquiátrica e, quando recebeu alta, ela foi localizada pelos policiais.
Durante o cumprimento de mandados, os investigadores encontraram na residência da mulher um quarto preparado para receber um bebê, com berço, banheira, roupas e outros itens infantis. Segundo a polícia, pessoas próximas acreditavam que ela estivesse grávida, embora não existissem exames que confirmassem essa informação.