A trajetória de uma artista que rompeu barreiras e ajudou a escrever um novo capítulo na história cultural de Piracicaba será celebrada na próxima semana. A Câmara Municipal aprovou uma moção de aplausos para Synnöve Hilkner, a primeira mulher a assumir a presidência do Salão Internacional de Humor de Piracicaba (SIHP) em mais de 5 décadas de existência do evento.
A homenagem, proposta pela vereadora Rai de Almeida (PT), será entregue durante a sessão ordinária da próxima segunda-feira (22), às 19h. O reconhecimento destaca não apenas a relevância da artista para o cenário cultural, mas também o simbolismo de sua chegada a um dos cargos mais importantes do principal festival de humor gráfico do país.
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Um marco para a história do Salão
Fundado em 1974, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba consolidou-se como uma das mais importantes vitrines mundiais do cartum, da caricatura e da crítica social por meio da arte. Ao longo de sua história, o evento projetou o nome da cidade internacionalmente e reuniu artistas de diversos países.
Em 2026, porém, a mostra viverá um momento inédito. Pela primeira vez, uma mulher ocupará a presidência do Salão. Anunciada para liderar a 53ª edição, Synnöve terá papel estratégico na definição de diretrizes da programação, na colaboração para a escolha dos jurados e no acompanhamento das temáticas que serão debatidas durante o evento, cuja abertura está prevista para 29 de agosto, no Engenho Central.
Arte, representatividade e reconhecimento
Graduada em Comunicação Social pela PUC-Campinas, Synnöve Hilkner é reconhecida internacionalmente pelo trabalho com caricaturas em escultura tridimensional. De origem finlandesa e radicada no Brasil desde a infância, construiu uma carreira marcada pelo diálogo entre culturas, pela valorização da diversidade e pela defesa do protagonismo feminino nas artes.
Sua ligação com o Salão de Humor é antiga. Além de ter conquistado premiações em diferentes edições, destacou-se com obras como a escultura de Maria Bethânia, em 2019, e a de Ailton Krenak, em 2024. Também atuou como jurada em mostras nacionais e internacionais. Para a Câmara, sua ascensão à presidência representa um avanço na equidade de gênero nos espaços de decisão cultural e inspira futuras gerações de artistas, produtoras e gestoras culturais.