A preocupação com o mosquito da dengue costuma estar ligada aos riscos para as pessoas, mas os animais de estimação também podem ser afetados pela presença do Aedes aegypti. Embora cães e gatos não desenvolvam dengue, o inseto pode participar da transmissão de doenças perigosas para os pets.
Entre elas está a dirofilariose, conhecida popularmente como “verme do coração”. A enfermidade é considerada uma das mais preocupantes para a saúde animal por atingir órgãos importantes e, em situações mais graves, colocar a vida dos bichinhos em risco.
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A dirofilariose é provocada pelo parasita Dirofilaria immitis, que pode ser carregado por diferentes espécies de mosquitos, incluindo o transmissor da dengue. Após a picada, as larvas entram no organismo do animal e iniciam um processo de desenvolvimento que pode alcançar o coração, os pulmões e os vasos sanguíneos.
Os cães são os principais afetados, mas os gatos também podem contrair a doença. Como os sintomas costumam surgir apenas quando o problema já está avançado, muitos casos acabam sendo descobertos tardiamente, aumentando as chances de complicações.
Prevenção faz toda a diferença
Entre os sinais que podem indicar a presença da doença estão tosse frequente, dificuldade para respirar, cansaço excessivo, perda de peso, desmaios e queda na disposição para atividades do dia a dia. Sem tratamento adequado, a enfermidade pode evoluir para insuficiência cardíaca e até levar o animal à morte.
Veterinários reforçam que os pets não pegam dengue, zika ou chikungunya. O verdadeiro risco está em outras doenças transmitidas por mosquitos, motivo pelo qual o combate ao Aedes aegypti também beneficia a saúde animal. Eliminar recipientes com água parada, manter caixas-d’água fechadas, higienizar quintais e utilizar repelentes ou coleiras recomendados por profissionais estão entre as medidas mais eficazes para proteger cães e gatos.