SEGURANÇA

Vai viajar com seu pet? Veja o jeito certo de transportar animais

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Imagem: Magnific
Apesar da cena divertida, viajar com o focinho para fora do carro representa riscos à saúde e à segurança dos cães.
Apesar da cena divertida, viajar com o focinho para fora do carro representa riscos à saúde e à segurança dos cães.

Levar cães e gatos em passeios, compromissos ou viagens já faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Mas, antes de colocar o pé na estrada, é importante saber que transportar os animais da maneira incorreta pode colocar em risco a segurança de todos os ocupantes do veículo e ainda resultar em multas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O alerta ganha relevância em um país que abriga cerca de 160 milhões de animais de estimação, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do Instituto Pet Brasil. Com uma média de 2,2 pets por residência, o Brasil ocupa atualmente a terceira posição no ranking mundial de população de animais domésticos.

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O equipamento certo faz toda a diferença

A recomendação de especialistas é que cães e gatos nunca viajem soltos dentro do carro. Além de provocar distrações ao motorista, a falta de contenção adequada aumenta os riscos de ferimentos em situações de frenagens bruscas ou colisões.

Para animais de pequeno porte, as caixas de transporte rígidas continuam sendo uma das opções mais seguras. O equipamento deve ser fixado ao cinto de segurança para evitar deslocamentos durante o percurso. Já cães maiores podem ser transportados com cintos de segurança específicos para pets, sempre conectados a peitorais resistentes. O uso de coleiras no pescoço não é indicado, pois pode causar lesões graves em caso de impacto.

Cuidados extras para pegar a estrada

Em viagens mais longas, o planejamento também faz diferença. Especialistas recomendam evitar que o animal se alimente imediatamente antes da partida, reduzindo o risco de enjoos durante o trajeto. Outra orientação é realizar paradas periódicas para que o pet possa caminhar, beber água e fazer suas necessidades.

A adaptação prévia ao carro também pode ajudar. Para animais que não estão acostumados a viajar, trajetos curtos realizados gradualmente tendem a reduzir o estresse e tornar a experiência mais confortável. Já o uso de medicamentos calmantes sem prescrição veterinária deve ser evitado, uma vez que algumas substâncias podem comprometer a saúde do animal durante a viagem.

Além dos cuidados com o bem-estar, é preciso atenção às regras de trânsito. Viajar com o pet na caçamba de uma caminhonete ou permitir que ele coloque a cabeça para fora da janela são infrações consideradas graves. Transportar o animal no colo do motorista também pode gerar penalidades.

Outro ponto de atenção está nos riscos pouco percebidos. Embora a imagem do cachorro apreciando o vento pela janela seja comum, ela pode provocar problemas nos olhos e ouvidos devido à exposição à poeira, insetos e correntes de ar. Em caso de acidente, os airbags, projetados para proteger pessoas, também podem causar ferimentos graves nos animais. Por isso, a orientação é que cães e gatos sejam transportados sempre no banco traseiro e devidamente presos por sistemas de segurança apropriados.

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