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Golpe do PIS/Pasep cresce e coloca trabalhadores em risco

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Sites que imitam páginas oficiais do governo estão entre as principais armadilhas aplicadas em golpes envolvendo o abono salarial.
Sites que imitam páginas oficiais do governo estão entre as principais armadilhas aplicadas em golpes envolvendo o abono salarial.

Com a liberação das consultas ao abono salarial PIS/Pasep e o início dos pagamentos previstos para fevereiro, cresce também a movimentação de criminosos que tentam se aproveitar da expectativa dos trabalhadores. A combinação entre benefícios financeiros e comunicação digital tem criado um cenário favorável para golpes que prometem acesso rápido a valores supostamente disponíveis.

As fraudes costumam chegar por SMS, WhatsApp ou e-mail e utilizam mensagens alarmistas para pressionar as vítimas. Em muitos casos, os textos informam que há dinheiro a receber ou alertam para um prazo iminente de perda do benefício, levando o usuário a clicar em links maliciosos.

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Dinheiro fácil é a principal armadilha

Entre os golpes mais frequentes está a criação de páginas falsas que reproduzem a aparência de portais oficiais do governo federal e de instituições financeiras. Ao acessar esses sites, o trabalhador é induzido a informar dados como CPF, data de nascimento, senhas e outras informações pessoais que podem ser usadas em fraudes bancárias.

Outra estratégia bastante utilizada envolve a cobrança de uma suposta taxa para liberar o pagamento do benefício. Os golpistas alegam a necessidade de quitar custos administrativos, impostos ou despesas operacionais. Após a transferência do valor solicitado, a vítima não recebe qualquer quantia e ainda corre o risco de sofrer novos prejuízos financeiros.

Como evitar cair na fraude

Especialistas em segurança digital recomendam desconfiar de qualquer mensagem que apresente erros de escrita, links encurtados ou endereços eletrônicos diferentes dos canais oficiais. Órgãos públicos e bancos não solicitam senhas nem informações sigilosas por aplicativos de mensagens ou correio eletrônico.

A orientação é consultar exclusivamente plataformas oficiais para verificar informações sobre o abono salarial, como os aplicativos Carteira de Trabalho Digital, Caixa Tem, Benefícios Sociais CAIXA, o portal Gov.br e os canais do Banco do Brasil. Também é importante evitar clicar em links desconhecidos, não compartilhar dados pessoais e lembrar que a liberação do PIS/Pasep não exige qualquer pagamento. Em situações de fraude consumada, a recomendação é registrar boletim de ocorrência e comunicar imediatamente a instituição financeira para tentar bloquear movimentações indevidas.

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