A vontade de ajudar mais pessoas a adotarem uma vida ativa e, ao mesmo tempo, contribuir com causas sociais motivou o educador físico e colunista do Jornal de Piracicaba, Rogério Cardoso, a criar o Fitlabore Run. Disponível gratuitamente na Play Store, o aplicativo reúne treinos guiados para iniciantes na corrida e incentiva doações voluntárias para instituições de caridade.

Em conversa com o JP, Rogério contou que a ferramenta surgiu a partir de um método que já utilizava com alunos que treinavam à distância. Durante anos, ele comercializou um programa de áudios para corredores iniciantes, atendendo pessoas de diferentes estados brasileiros e até de países como Estados Unidos, Suíça e França. Com o tempo, porém, percebeu que poderia ampliar o alcance do projeto e transformá-lo em uma iniciativa gratuita e com impacto social.
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Segundo Rogério, a ideia começou a ganhar forma após uma conversa com o aluno Pedro Benetello, programador e empresário da área de tecnologia. Ao apresentar o projeto, encontrou o parceiro ideal para tirar a proposta do papel.
“Eu sentia que poderia usar esse trabalho não apenas para ajudar quem queria começar a correr, mas também para apoiar instituições de caridade. Contei a ideia para o Pedro, e ele achou o projeto fantástico. A partir daí, decidiu me ajudar a transformar tudo isso em um aplicativo”, relatou. A parceria resultou no Fitlabore Run, que funciona como um personal trainer em áudio para quem está começando no esporte.
Ao longo de 30 treinos, os usuários recebem orientações sobre quando correr, caminhar, quanto tempo dedicar a cada estímulo e qual é o objetivo de cada sessão. A meta é que, ao final do programa, a pessoa esteja preparada para correr 5 quilômetros sem interrupções. O aplicativo também utiliza recursos como GPS e um sistema de progressão que, segundo Rogério, já foi comparado por uma aluna ao modelo adotado pelo Duolingo.

Além da proposta esportiva, o aplicativo carrega um propósito social. Dentro da plataforma, os usuários podem conhecer instituições cadastradas e acessar diretamente os canais de doação de cada entidade. O Fitlabore Run não administra nem recebe qualquer percentual dos valores arrecadados.
“A ideia nunca foi ganhar com isso. O propósito é criar uma corrente do bem através da corrida. Além de ajudar as pessoas a começarem a correr com orientação, segurança e motivação, o aplicativo também permite que elas ajudem outras pessoas da forma que puderem”, destacou o educador físico.

Atualmente, o projeto apoia instituições que atuam com pessoas em situação de vulnerabilidade social e idosos. A expectativa é ampliar gradativamente o número de entidades beneficiadas, chegando a cerca de dez novas instituições por ano. Outro objetivo é lançar uma versão para dispositivos Apple. Enquanto isso, o aplicativo já começou a mostrar resultados. Lançado inicialmente para amigos e pessoas próximas, o Fitlabore Run já reúne usuários que estão treinando e realizando doações. “É a corrida gerando saúde, movimento e solidariedade”, resumiu Rogério.