A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso de diversos medicamentos e produtos de saúde após identificar problemas relacionados à qualidade, rotulagem e regularização sanitária. As medidas foram publicadas nesta terça-feira (2) e incluem remédios utilizados no tratamento de câncer, controle da pressão arterial, além de outros produtos de uso hospitalar e suplementos sem autorização.
Entre os itens atingidos pelas determinações estão lotes específicos de medicamentos amplamente utilizados, além da apreensão de um produto comercializado sem registro sanitário. As decisões visam evitar riscos aos pacientes e garantir que apenas produtos em conformidade com as normas da agência permaneçam em circulação.
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Remédios sob fiscalização
Um dos casos envolve o lote 148386 do medicamento Halaven (mesilato de eribulina), utilizado no tratamento de câncer de mama e fabricado pela United Medical Ltda. Segundo a Anvisa, o próprio fabricante comunicou o recolhimento voluntário após identificar um desvio de qualidade relacionado à quantidade do princípio ativo, que estava abaixo do padrão aprovado para o produto.
Também foram suspensos nove lotes do medicamento maleato de enalapril 20 mg, usado no controle da pressão arterial e produzido pela Hipolabor Farmacêutica Ltda. A empresa informou que houve uma inconsistência textual na embalagem secundária, que indicava incorretamente a dosagem de 10 mg. De acordo com o fabricante, os lotes já foram recolhidos voluntariamente e não houve risco de superdosagem aos pacientes, já que o problema estava restrito à informação impressa na embalagem.
Irregularidades e recolhimentos
Outra medida da Anvisa atingiu o lote 8891/25 da Água para Infusão, fabricada pela Indústria Farmacêutica S/A. A decisão foi tomada após um laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz apontar resultado insatisfatório em testes relacionados ao aspecto do produto. Além da suspensão da venda e distribuição, a agência determinou o recolhimento do lote.
A fiscalização também resultou na apreensão de todos os lotes das cápsulas de óleo de pequi produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. Conforme a Anvisa, o produto não possui registro, notificação ou cadastro junto ao órgão regulador e era fabricado por uma empresa sem autorização de funcionamento. Com isso, ficaram proibidas a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e utilização do produto em todo o território nacional.