A autorização para retomada das atividades marca uma nova etapa no processo de readequação da unidade, que vinha operando sob restrições desde o início de maio. O aval das autoridades sanitárias foi concedido após a avaliação de medidas corretivas implantadas pela empresa ao longo das últimas semanas.
A produção na unidade da Ypê, localizada em Amparo, no interior de São Paulo, foi autorizada a ser retomada após uma nova inspeção conjunta realizada por órgãos de vigilância sanitária. A liberação ocorre após a confirmação de que as medidas corretivas adotadas pela empresa foram consideradas adequadas do ponto de vista técnico e sanitário.
Mesmo com a autorização para retomar as linhas de fabricação, a restrição à comercialização de produtos do lote final 1 permanece em vigor. Itens como detergentes, sabões líquidos e desinfetantes desse grupo continuam sob orientação de armazenamento seguro, enquanto a liberação definitiva depende da análise de laudos laboratoriais reconhecidos pela autoridade reguladora.
VEJA MAIS:
- Anvisa proíbe venda de 18 produtos de limpeza conhecidos
- Ypê pede que consumidores guardem produtos do 'lote 1'
- Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais not\ícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real.\
Inspeção conjunta e reavaliação técnica
A decisão foi tomada após uma vistoria conduzida entre os dias 28 e 29 de maio, com participação da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, do Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas e da vigilância local de Amparo. A avaliação apontou avanços no plano de ação apresentado pela empresa para corrigir falhas identificadas em fiscalizações anteriores.
O processo envolveu a verificação de 76 exigências sanitárias, além da análise das mudanças implementadas nas linhas de produção de produtos líquidos. O relatório técnico indicou que a unidade passou a reunir condições operacionais consideradas seguras para retomar a fabricação, ainda sob monitoramento regulatório.
Histórico de alerta e controle reforçado
A suspensão parcial das atividades havia sido determinada no início de maio, após uma inspeção identificar risco de contaminação microbiológica em produtos fabricados na unidade. A medida afetou diretamente linhas de produtos de limpeza líquidos e levou à interrupção preventiva da produção.
O caso também se conecta a registros anteriores envolvendo a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, identificada em um recolhimento voluntário realizado pela empresa em 2025. Embora a situação mais recente tenha sido motivada por uma nova inspeção, o histórico foi considerado dentro da análise de risco, reforçando o acompanhamento sanitário contínuo sobre a unidade industrial.