A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da comercialização de diversos suplementos alimentares e ordenou o recolhimento de produtos após identificar irregularidades durante ações de fiscalização. As medidas atingem tanto suplementos fabricados pela empresa Mayben Pharmaceutical quanto um produto divulgado como rejuvenescedor sob a marca Rejuvita.
As determinações também proíbem a fabricação, distribuição, propaganda e uso dos itens afetados, que deverão ser retirados do mercado até que as irregularidades sejam solucionadas.
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Falhas na produção motivaram recolhimento
Entre os produtos atingidos está toda a linha de suplementos fabricada pela Mayben Pharmaceutical Ltda. A decisão foi tomada após uma inspeção sanitária realizada em abril apontar uma série de problemas considerados graves nas condições de produção.
Segundo a Anvisa, os fiscais encontraram falhas relacionadas à higiene, conservação das instalações e controle de qualidade. Também foram identificados equipamentos danificados, ausência de monitoramento adequado de temperatura e umidade, uso de matérias-primas vencidas e deficiências nos processos de rastreabilidade dos produtos.
Os itens atingidos pela medida incluem os suplementos Lactben e Lactulose Nativida, à base de lactulose, além dos produtos Calcioben D, Calcioben e Aqualev. Todos tiveram a fabricação, venda e distribuição suspensas.
Produto com promessa anti-idade também foi barrado
Além das vitaminas e suplementos, a Anvisa proibiu a comercialização do Rejuvita 30 ml, produto divulgado como suplemento alimentar e associado a promessas de rejuvenescimento da pele.
A agência avaliou que a publicidade apresentava alegações não autorizadas para esse tipo de produto, incluindo promessas de ação anti-idade, renovação profunda da pele e benefícios semelhantes aos de dermocosméticos. De acordo com a fiscalização, esse tipo de comunicação pode induzir consumidores ao erro ao atribuir características que não são permitidas para suplementos alimentares.
Outro ponto que chamou a atenção dos técnicos foi a divulgação de que o produto seria totalmente regularizado e aprovado pela Anvisa. A agência informou que a informação não corresponde à situação do item e apontou ainda inconsistências relacionadas à identificação do fabricante responsável. Com isso, a fabricação, venda, distribuição, propaganda e utilização do Rejuvita foram suspensas em todo o país.