ESCALA 6X1

Simespi defende diálogo após aprovação do fim da escala 6x1

Por Da redação - JP1 |
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Divulgação/Foto: André Covolam
Paulo Camargo, presidente do Simespi, defende cautela após aprovação da PEC do fim da escala 6x1: “A indústria precisa de previsibilidade para continuar investindo”.
Paulo Camargo, presidente do Simespi, defende cautela após aprovação da PEC do fim da escala 6x1: “A indústria precisa de previsibilidade para continuar investindo”.

A aprovação, em dois turnos, da PEC que prevê o fim da escala 6x1 reacendeu o debate sobre o futuro das relações de trabalho no Brasil. Enquanto trabalhadores comemoram a possibilidade de jornadas mais curtas e mais tempo de descanso, representantes do setor produtivo demonstram preocupação com os impactos econômicos da medida. Em Piracicaba, o Simespi defendeu diálogo amplo e uma transição responsável antes da mudança entrar em vigor.

A votação aconteceu na noite desta quarta-feira (27), na Câmara dos Deputados, em Brasília. O texto segue agora para análise do Senado Federal e propõe a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de duas folgas semanais aos trabalhadores.

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Para o presidente do Simespi, Paulo Estevam Camargo, o tema exige responsabilidade e participação ativa do setor produtivo nas discussões. Segundo ele, embora a pauta sobre qualidade de vida do trabalhador seja importante, a indústria brasileira enfrenta desafios ligados aos custos de produção, competitividade e manutenção dos empregos.

“O Simespi entende que toda iniciativa voltada à melhoria das condições de trabalho merece ser discutida. No entanto, qualquer mudança precisa ser construída com planejamento, responsabilidade e segurança jurídica”, afirmou o presidente da entidade.

Setor teme impactos econômicos

O sindicato patronal também destacou que diferentes segmentos industriais possuem realidades distintas, o que exige flexibilidade nas negociações entre empresas e trabalhadores. Para a entidade, a negociação coletiva continua sendo uma ferramenta importante para equilibrar desenvolvimento econômico e valorização profissional.

Paulo Estevam Camargo ainda defendeu a realização de estudos técnicos para medir os efeitos da redução da jornada sobre produtividade, custos operacionais e competitividade da indústria nacional.

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