Piracicaba aparece entre as cidades mais perigosas do estado de São Paulo quando o assunto é trânsito. Levantamento do sistema Infosiga aponta que o município registrou a segunda maior taxa de mortalidade em acidentes viários entre cidades paulistas com mais de 300 mil habitantes.
Nos últimos 12 meses, foram contabilizadas 70 mortes no trânsito na cidade, o equivalente a 16,24 óbitos a cada 100 mil habitantes. O índice coloca Piracicaba atrás apenas de São Vicente, que lidera o ranking estadual com taxa de 16,82.
O dado chama atenção principalmente na comparação com a capital paulista. Em São Paulo, que possui mais de 11 milhões de habitantes, a taxa registrada foi de 9,16 mortes por 100 mil moradores — número 77,2% menor que o de Piracicaba.
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Piracicaba supera índices da capital paulista
Apesar da população significativamente menor, Piracicaba apresenta cenário proporcionalmente mais grave nas ocorrências de trânsito fatais.
Na capital, o levantamento contabilizou 1.044 mortes no período analisado. Já em Piracicaba, embora o total absoluto seja menor, o índice proporcional coloca o município em situação de alerta dentro do estado.
Especialistas apontam que fatores como excesso de velocidade, imprudência, motocicletas e falhas de infraestrutura urbana influenciam diretamente os números de acidentes graves.
Mortes cresceram em abril
Somente no mês de abril, Piracicaba registrou cinco mortes em acidentes de trânsito, aumento de 66,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando ocorreram três óbitos.
Mesmo com a alta no comparativo mensal, o acumulado de 2026 apresenta redução nos registros fatais.
Entre janeiro e abril deste ano, foram 18 mortes no trânsito, contra 22 contabilizadas no primeiro quadrimestre de 2025 — queda de 22,2%.
Veja os números de mortes no trânsito em 2026
• Janeiro: 3 mortes
• Fevereiro: 4 mortes
• Março: 6 mortes
• Abril: 5 mortes
Acidentes seguem como desafio urbano
Os dados reforçam o desafio enfrentado pelas cidades brasileiras na busca por maior segurança viária. Campanhas educativas, fiscalização intensificada e melhorias na mobilidade urbana seguem entre as medidas consideradas fundamentais para reduzir acidentes e salvar vidas.