HERANÇA SERTANEJA

Castelo de Zé Rico pode virar museu sertanejo

Por Redação/JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: Portal Elimeira
O imóvel fica em uma estrada municipal perto da Rodovia Anhanguera (SP-330) e ocupa área total de 48 mil metros quadrados avaliada em cerca de R$ 15 milhões.
O imóvel fica em uma estrada municipal perto da Rodovia Anhanguera (SP-330) e ocupa área total de 48 mil metros quadrados avaliada em cerca de R$ 15 milhões.

A Prefeitura de Limeira deu o primeiro passo para uma iniciativa que pode transformar o complexo onde está localizado o Castelo do José Rico, no bairro do Jaguari, em um polo dedicado à história e à memória da cultura musical sertaneja. O decreto de utilidade pública, publicado pela administração municipal nesta terça-feira (26), abre caminho para estudos que avaliarão se uma eventual desapropriação do espaço é viável do ponto de vista técnico, jurídico e econômico.

O imóvel fica em uma estrada municipal perto da Rodovia Anhanguera (SP-330) e ocupa área total de 48 mil metros quadrados avaliada em cerca de R$ 15 milhões. A propriedade pertence ao espólio de José Rico Alves dos Santos - o cantor morreu aos 68 anos sem ver o castelo concluído mesmo após 24 anos de obras.


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O decreto, por si só, não garante a concretização do projeto. A desapropriação só ocorrerá caso os estudos preliminares apontem resultados favoráveis em todas as frentes analisadas. E mesmo nesse cenário, a Prefeitura não pretende utilizar recursos do município para financiar a transformação do espaço: a estratégia é buscar apoio financeiro junto ao governo estadual, ao governo federal e à iniciativa privada, incluindo gravadoras e produtoras de espetáculos com interesse no segmento.

O objetivo da administração municipal, se o projeto se viabilizar, é criar um polo de valorização da cultura popular brasileira, com ênfase na trajetória da música sertaneja, gênero com raízes profundas na região e no país. Para a administração, não seria apenas um equipamento cultural, mas teria potencial de ser um motor de desenvolvimento turístico e econômico para a cidade, atraindo visitantes, gerando empregos e movimentando o comércio local.

Antes do decreto municipal de utilidade pública, a Justiça do Trabalho determinou, em dezembro de 2025, a penhora do imóvel para pagamento de dívidas trabalhistas deixadas pelo cantor, que tinha 68 anos quando morreu.

O sertanejo compôs uma canção chamada “Castelo”, que integra o álbum "De cara com a Saudade", lançado em 1996, época em que a construção já havia começado.

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