Eram novos, apaixonados e tinham a vida inteira pela frente. Paola Talhatelli, 18, e Mathias Ambrosini, 20, viraram notícia depois da morte em um trágico acidente na SP-352, mas antes disso eles eram só um casal começando a vida a dois.
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Casados havia apenas 20 dias, os dois representavam aquele amor de começo: cheio de planos, de fotos no celular e de futuro. Paola trabalhava como manicure, cuidando das mãos e da autoestima das clientes. Mathias era funcionário de um centro automotivo no bairro Vila Bazani, conhecido por mexer com carro e por mexer com o coração de quem conhecia ele.
Companheiros e apaixonados
Quem conviveu, não esquece. A empresa onde Mathias trabalhava soltou a despedida nas redes: descreveu o rapaz como “uma pessoa de coração enorme, sempre prestativa, humilde e muito querida”. O tipo de gente que ajuda sem pensar duas vezes.
O fotógrafo que registrou o casamento também abriu o álbum da memória. Contou que, na festa, dava para sentir no ar “os sorrisos, os detalhes de um amor muito bonito”. Era casal que transbordava. Que fazia os convidados acreditarem em final feliz.
A fé também fazia parte da história. A Assembleia de Deus Congregação Barão, igreja da família de Paola, publicou nota de pesar. Mesmo na dor, a mensagem foi de confiança: “Deus permanece no controle de todas as coisas”.
Destinos cruzados na rodovia
Nesta quinta-feira, 21, o caminho dos dois cruzou com a SP-352 sentido Jacutinga. O carro rodou na pista, bateu numa caminhonete e levou o sonho embora. Paola morreu na hora, no banco do passageiro. Mathias ainda foi para o hospital, mas não resistiu.
O motorista da caminhonete teve só arranhões. Bafômetro zerado. A perícia agora tenta entender por que o carro do casal perdeu o controle.
Paola era a manicure de sorriso fácil, e Mathias, 20, o rapaz do centro automotivo que todo mundo gostava. Vinte dias de casados.. Itapira perdeu dois jovens, mas ficou uma história de amor que, mesmo curta, marcou todo mundo. Nas redes, no trabalho, na igreja, só se fala deles. A SP-352 tirou o casal da estrada. Mas não tirou da lembrança, já que um amor bonito assim não morre, apenas vira saudade.