O orçamento das famílias brasileiras está cada vez mais pressionado. Dados divulgados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo mostram que mais de 30% da renda mensal da população já é destinada ao pagamento de dívidas.
O levantamento revela um cenário de dificuldade financeira persistente e aponta que o número de famílias endividadas continua em alta. Em diversas regiões do país, grande parte da renda já está comprometida com parcelas, empréstimos e contas atrasadas.
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Endividamento avança e inadimplência dispara
Em 2023, cerca de 78% das famílias brasileiras estavam endividadas. Em 2026, esse percentual subiu para 80%, reforçando a tendência de crescimento do comprometimento financeiro nos lares do país.
A inadimplência também apresentou forte avanço. O índice de famílias com contas em atraso passou de 50% para 65% no mesmo período, demonstrando que muitos brasileiros têm encontrado dificuldades para manter os pagamentos em dia.
Algumas capitais registram índices ainda mais preocupantes. Teresina lidera o ranking, com 42,4% da renda familiar comprometida com dívidas. Na sequência aparecem Natal, com 35,6%, e Macapá, com 35,5%.
Programa aposta na renegociação de débitos
Como alternativa para aliviar a pressão sobre o orçamento doméstico, o governo federal ampliou ações de renegociação por meio do programa Desenrola 2.0.
A iniciativa contempla dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, além de permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ajudar na quitação de contas.
O programa também inclui renegociação de débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), buscando oferecer melhores condições para consumidores reorganizarem a vida financeira.