SAÚDE

Veja como identificar sinais de demência, e o que fazer

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: Magnific
Esquecimentos frequentes e dificuldade para tarefas simples podem ser sinais de demência e merecem atenção especializada.
Esquecimentos frequentes e dificuldade para tarefas simples podem ser sinais de demência e merecem atenção especializada.

Esquecimentos constantes, dificuldade para compreender conversas e confusão em situações rotineiras podem ir além do envelhecimento natural. Especialistas alertam que alguns comportamentos merecem atenção, principalmente quando começam a comprometer a autonomia e a convivência social da pessoa.

Entre as principais recomendações está a busca por acompanhamento médico especializado logo nos primeiros sinais. Neurologistas, geriatras e gerontólogos podem auxiliar no diagnóstico e no tratamento adequado, ajudando a preservar funções cognitivas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Especialistas destacam que o acolhimento emocional faz diferença no cuidado com pessoas que convivem com demências. Mesmo quando as memórias recentes começam a falhar, sensações ligadas ao carinho, à atenção e ao respeito tendem a permanecer.

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Sinais que merecem atenção

A dificuldade para realizar atividades antes consideradas simples é um dos sinais mais comuns. Também entram na lista os problemas para armazenar informações recentes, perda da noção temporal e espacial, além da dificuldade crescente para compreender instruções.

Outro comportamento frequente é a repetição de frases relacionadas à dificuldade de entendimento, como pedidos constantes para repetir explicações ou reclamações sobre falas rápidas demais. Em alguns casos, a pessoa pode apresentar olhar distante, confusão mental e alterações na percepção da rotina.

A Doença de Alzheimer aparece como a forma mais comum de demência, mas há outros tipos associados a sequelas de AVC, problemas cardiovasculares e alterações frontotemporais, que podem atingir pessoas mais jovens.

Como agir sem expor a pessoa

Especialistas orientam que familiares e amigos evitem comentários constrangedores, comparações ou atitudes que infantilizem quem apresenta os sintomas. O tratamento deve ser acolhedor e respeitoso, sem isolamento social.

Também é recomendado conversar com pessoas próximas para entender se outras mudanças de comportamento vêm sendo percebidas. Essa observação conjunta ajuda a identificar padrões sem gerar exposição desnecessária.

Além do tratamento médico, hábitos ligados à leitura, estudos, interação social e estímulos cognitivos podem ajudar a fortalecer a chamada reserva cognitiva, contribuindo para retardar o avanço das doenças neurodegenerativas.

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