O Sistema Único de Saúde (SUS) vai incorporar um novo protocolo para rastreamento do câncer de intestino em pessoas sem sintomas aparentes. O exame escolhido é o teste imunoquímico fecal (FIT), considerado mais preciso na detecção precoce da doença e de lesões pré-cancerígenas.
O anúncio será feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda oficial na França. A proposta é ampliar o diagnóstico precoce entre homens e mulheres de 50 a 75 anos, faixa etária considerada de maior risco para o desenvolvimento do câncer colorretal.
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Exame poderá ser feito em casa
O FIT funciona como um exame de fezes avançado, capaz de identificar pequenas quantidades de sangue oculto utilizando anticorpos específicos. O procedimento será simples: o paciente coleta a amostra em casa com um kit e encaminha o material para análise laboratorial.
A expectativa do Ministério da Saúde é tornar o rastreamento mais acessível e menos desconfortável, já que o método dispensa preparo intestinal, dietas restritivas e procedimentos invasivos. Hoje, a colonoscopia é considerada o principal exame para investigação da doença.
Nos casos em que o resultado apresentar alterações, o paciente será encaminhado para exames complementares que confirmem ou descartem o diagnóstico.
Sintomas exigem atenção imediata
Mesmo com o avanço no rastreamento preventivo, especialistas alertam que alguns sinais podem indicar a presença do câncer de intestino e precisam de avaliação médica rápida. Entre os principais sintomas estão sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, sensação de evacuação incompleta, cólicas frequentes, inchaço abdominal, fadiga, anemia e perda de peso sem explicação.
O novo protocolo também pretende diminuir a demanda por colonoscopias desnecessárias e acelerar o atendimento de pacientes com maior probabilidade de desenvolver a doença.