O chimpanzé mais famoso da cultura pop encontrou, enfim, uma rotina compatível com sua natureza. Aos 43 anos, Bubbles vive no Center for Great Apes, nos Estados Unidos, onde desfruta de um ambiente protegido, autonomia e convivência com outros primatas. Distante dos holofotes que marcaram sua juventude ao lado de Michael Jackson, ele hoje pesa cerca de 84 kg, mantém hábitos tranquilos e tem seu bem-estar garantido financeiramente pelo espólio do cantor.
No santuário, Bubbles construiu uma rotina que prioriza estímulos naturais e liberdade de escolha. Ele integra um grupo com outros chimpanzés e exerce uma liderança calma, interagindo conforme sua própria vontade. Entre suas atividades favoritas está a pintura: o primata passa longos períodos criando telas coloridas, demonstrando concentração e senso de conclusão — só entrega suas obras quando as considera prontas.
Além do lado artístico, o chimpanzé mantém um comportamento brincalhão. Episódios em que surpreende tratadores com água ou areia fazem parte de sua forma de interação, agora dentro de limites seguros e respeitosos à sua espécie. O espaço onde vive foi estruturado para garantir exatamente isso: independência, enriquecimento ambiental e ausência de exploração.
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Do estrelato à consciência animal
O contraste com o passado é inevitável. Nos anos 1980, Bubbles foi adquirido por Michael Jackson e rapidamente se tornou símbolo das excentricidades do artista, acompanhando-o em viagens e aparições públicas. No entanto, o crescimento natural do chimpanzé trouxe mudanças comportamentais que tornaram inviável a convivência doméstica. Em 2005, ele foi transferido definitivamente para o santuário.
Com o recente anúncio do filme Michael, dirigido por Antoine Fuqua e estrelado por Jaafar Jackson, o interesse pelo animal voltou a crescer — junto com desinformações. O santuário esclareceu que imagens recentes de interações diretas com humanos são falsas, muitas geradas por inteligência artificial, reforçando que o contato físico com os primatas não é permitido.
A história de Bubbles hoje vai além da curiosidade: tornou-se um exemplo sobre os limites entre entretenimento e bem-estar animal. Sua trajetória evidencia que, apesar da proximidade com humanos no passado, chimpanzés são animais selvagens que necessitam de ambientes próprios. Após décadas de exposição, ele vive agora uma fase mais silenciosa e, ao que tudo indica, muito mais adequada.