Uma operação da Polícia Civil sacudiu a manhã desta quarta-feira (29) em Piracicaba. Batizada de “Contabilidade Paralela”, a ação terminou com uma mulher de 38 anos presa em flagrante, suspeita de aplicar um esquema ousado de desvio de dinheiro dentro da própria empresa onde trabalhava.
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Segundo as investigações, a funcionária, que tinha acesso direto ao sistema financeiro, teria criado um verdadeiro “rombo invisível”. Ela realizava vendas, mas deixava as operações propositalmente em aberto — e o dinheiro pago pelos clientes simplesmente sumia, indo parar direto no bolso dela.
O golpe era engenhoso
A acusada instalou o sistema da empresa no celular pessoal e manipulava transações sem concluir registros oficiais, desviava valores via PIX para conta própria.
O prejuízo? Entre R$ 70 mil e R$ 90 mil!
E não parou por aí. Parte do dinheiro teria sido usada para comprar um carro — um Ford Ka — registrado em nome de outra pessoa, numa tentativa de esconder a origem ilegal da grana. Clássico caso de lavagem de dinheiro!
A polícia chegou até a suspeita em um apartamento no bairro Nova América, bem na hora em que ela se preparava para fugir para Guarulhos. No local, foram apreendidos:
Além disso, a Justiça já determinou o bloqueio das contas bancárias da investigada.
Com passagens anteriores por furto e estelionato, a mulher acabou autuada em flagrante por lavagem de dinheiro — crime considerado permanente. Agora, está atrás das grades e à disposição da Justiça.
As investigações continuam e a polícia não descarta a participação de outras pessoas no esquema.
A mensagem é clara: quem tenta enganar, pode acabar surpreendido — e preso!