ÁRVORE CONCRETADA?

'Concretamento' de árvore em praça de Piracicaba causa embate

Por Da Redação / JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Alyson Rodrigues / JP1
A Praça General Bittencourt, no bairro Cidade Alta, tornou-se palco de um grave embate entre expansão comercial e segurança pública.
A Praça General Bittencourt, no bairro Cidade Alta, tornou-se palco de um grave embate entre expansão comercial e segurança pública.

A Praça General Bittencourt, no bairro Cidade Alta, tornou-se palco de um grave embate entre expansão comercial e segurança pública. Moradores e a comunidade escolar da Escola Estadual Doutor Prudente, que fica situada na mesma praça, denunciaram o corte drástico de raízes de árvores centenárias para a pavimentação de uma calçada. O incidente envolve espécimes de Munguba e Figueira-da-pedra (também conhecida como figueira-limão), cujas estruturas foram abaladas por uma intervenção particular.

Ameaça sobre as salas de aula

A localização das árvores, que possuem mais de 20 metros de altura, transformou o dano ambiental em um risco iminente para os alunos. Segundo a diretora da unidade, Ana Paula do Carmo, a base de sustentação dessas gigantes nativas foi comprometida antes da tentativa de "concretamento". “Pelos meus cálculos, se elas caírem, elas podem cair em cima do prédio escolar. Isso me deixou bastante preocupada, porque toda a base de sustentação da árvore foi cortada”, alertou a diretora.

Ana Paula relatou ter interpelado um engenheiro ambiental no local, que confirmou a gravidade da situação. Temendo que tempestades derrubem as árvores sobre a escola, ela se posicionou firmemente contra a continuidade do serviço: “Eu pedi para parar, eu falei: 'eu não quero que faça isso', me posicionei contra até que a Polícia Ambiental de Piracicaba pudesse verificar”.


VEJA MAIS:


  • Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real. 

Expansão comercial sob fiscalização

A obra foi iniciada pelo proprietário de um estabelecimento comercial localizado em frente à praça, com o intuito de aumentar o calçamento para uso privado. Pablo Carajol, que é membro de um mandato coletivo, esteve presente após denúncias e criticou a priorização do uso comercial em detrimento da segurança e da flora local.

“A questão aqui mais grave, além de ser uma expansão do uso comercial da área, é de que houve um corte de duas raízes de árvores nativas”, explicou Carajol. Pablo ressaltou que a integridade física de quem frequenta a praça e o ambiente escolar está em jogo: “Isso pode comprometer a vida dessas árvores, inclusive colocando em risco as pessoas”.

Intervenção da GCM e alteração do projeto

Diante do impasse e do risco estrutural, a Guarda Civil Municipal (GCM) interveio e paralisou os trabalhos. Após a pressão da diretoria da escola e dos vereadores, foi estabelecido um comum acordo com o dono do estabelecimento responsável pela reforma. O projeto original será obrigatoriamente alterado para cessar os danos às árvores centenárias e garantir a preservação da Munguba e da Figueira-da-pedra.

A Secretaria de Defesa do Meio Ambiente deve agora realizar uma vistoria técnica rigorosa para avaliar se a sustentação das árvores ainda é viável ou se a mutilação das raízes causou danos irreversíveis à segurança da Praça General Bittencourt e da Escola Doutor Prudente.

Comentários

Comentários