A conta de luz vai pesar ainda mais no orçamento dos moradores de Piracicaba a partir de maio. Isso porque, além do reajuste tarifário recente, entra em vigor a bandeira amarela, anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (24), que adiciona cobrança extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
O cenário é especialmente sensível para os municípios atendidos pela CPFL Paulista, que já enfrentam aumento nas tarifas. A combinação de reajuste e taxa adicional intensifica o impacto direto no bolso de consumidores residenciais, comércios e indústrias.
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Duplo impacto na conta de luz
O reajuste aprovado elevou em 9,15% as tarifas para residências, com efeito médio de 12,13% considerando todos os perfis. Para consumidores de baixa tensão, como comércios e propriedades rurais, a alta média é de 9,25%. Já grandes indústrias, atendidas em alta tensão, terão aumento mais expressivo, chegando a 18,75%.
Na prática, isso significa que a conta já mais cara agora passa a incluir também a cobrança da bandeira amarela, ampliando a pressão sobre o orçamento mensal.
Além de Piracicaba, o aumento atinge cidades da região como Águas de São Pedro, Capivari, Charqueada, Cosmópolis, Elias Fausto, Mombuca, Nova Odessa, Rafard, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Bárbara d’Oeste e São Pedro.
Menos chuva, energia mais cara
A adoção da bandeira amarela está ligada à redução do volume de chuvas, que afeta os níveis dos reservatórios e encarece a geração de energia no país. Com menos água disponível, o sistema elétrico passa a depender de fontes mais caras.
O reajuste tarifário, por sua vez, segue regras contratuais e considera fatores como inflação e custos do setor elétrico, incluindo encargos e despesas com transmissão e geração. Esses componentes são definidos por políticas públicas e contratos regulatórios, o que limita a capacidade das distribuidoras de conter aumentos.
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias funciona como um indicativo mensal dos custos de geração de energia, permitindo que os valores sejam repassados gradualmente aos consumidores. A tendência, diante de condições climáticas adversas ao longo do ano, é de manutenção de um cenário de energia mais cara.