Piracicaba volta no tempo para revisitar suas raízes mais profundas. Na próxima quinta-feira (30), a história da cidade ganha novos contornos com o lançamento de uma obra que mergulha no século 18 e revela detalhes pouco conhecidos sobre sua formação. O evento, promovido pelo Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba, acontece às 19h no Museu Prudente de Moraes (Rua Santo Antônio, 641 – Centro), reunindo pesquisadores, curiosos e apaixonados pela memória local.
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Uma viagem às origens
A publicação “Piracicaba no Século 18”, do historiador Mário Neme, retorna ao público em uma edição revisitada que resgata documentos originais da época — muitos deles raramente acessados pela população. A obra é considerada um verdadeiro mergulho nos primórdios da cidade, abordando desde a ocupação territorial até os primeiros movimentos de povoação.

Durante o lançamento, a professora Marly Therezinha Germano Perecin fará uma palestra especial, contextualizando o conteúdo do livro e ampliando o olhar sobre o processo histórico que moldou Piracicaba. A proposta é transformar o evento em uma experiência que conecta passado e presente de forma acessível e envolvente.
O legado de um pesquisador
Nascido em Piracicaba em 1912, Mário Neme construiu uma trajetória marcada pela dedicação à pesquisa histórica. Amigo de Mário de Andrade e atuante na cena cultural paulista, ele teve papel importante na preservação da memória documental, especialmente após o período do Estado Novo, liderado por Getúlio Vargas.
Seus estudos sobre Piracicaba começaram a ganhar forma ainda nos anos 1940, publicados inicialmente na revista “Investigações”. Décadas depois, o material foi reunido em livro e, agora, reapresentado ao público com o objetivo de democratizar o acesso ao conhecimento histórico.
A reedição é fruto de uma parceria entre o IHGP e a Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria de Cultura. A distribuição será gratuita, com retirada de senhas 30 minutos antes do evento, respeitando a capacidade do espaço. Ao revisitar o passado, a obra não apenas preserva a memória — ela convida o leitor a entender como a história continua viva nas ruas, nos nomes e nas histórias que ainda ecoam pela cidade.