DEEPFAKE EM IGREJAS

Influencer é investigado por usar IA para sexualizar evangélicas

Por Will Baldine | Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução
Em manifestações públicas e em depoimento à polícia, Jefferson declarou que utiliza fotografias de fiéis como base para a produção de vídeos com uso de deepfake
Em manifestações públicas e em depoimento à polícia, Jefferson declarou que utiliza fotografias de fiéis como base para a produção de vídeos com uso de deepfake

A Polícia Civil de São Paulo investiga o influenciador digital Jefferson de Souza por suspeita de utilizar inteligência artificial para manipular imagens de jovens evangélicas em igrejas.

De acordo com a apuração, vídeos publicados no TikTok, YouTube e Instagram mostram o investigado afirmando que os vestidos das frequentadoras “marcam o corpo”. O material analisado integra o conjunto de conteúdos sob verificação pelas autoridades.

Em manifestações públicas e em depoimento à polícia, Jefferson declarou que utiliza fotografias de fiéis como base para a produção de vídeos com uso de deepfake. A técnica permite alterar rostos e corpos em imagens e vídeos, o que passou a ser objeto de apuração no inquérito.

Saiba mais:

Segundo a investigação, os conteúdos teriam sido divulgados sem autorização das pessoas retratadas. A polícia apura a origem das imagens utilizadas, a forma de edição dos vídeos e a extensão da divulgação nas plataformas digitais.

O influenciador reúne cerca de 50 mil seguidores em seus perfis nas redes sociais, onde publica regularmente vídeos e outros conteúdos.

O caso inclui a coleta de depoimentos e a análise de dispositivos eletrônicos e contas vinculadas ao investigado. A polícia também busca identificar possíveis vítimas e verificar se houve compartilhamento dos materiais por terceiros.

Procurado pelo portal g1, Jefferson informou que o posicionamento seria feito por seu advogado. Em nota, a defesa afirmou que as publicações “tinham o intuito de sátira e críticas de costumes”.

A investigação segue em andamento e está sob responsabilidade das unidades especializadas da Polícia Civil de São Paulo.

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