Um ginecologista está no centro de uma investigação que expõe um possível padrão de violência dentro de um consultório médico, em Goiânia. Marcelo Arantes Silva é acusado por pelo menos 12 mulheres de cometer abusos sexuais durante atendimentos clínicos — um número que, segundo a polícia, pode ser ainda maior.
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De acordo com as denúncias, as vítimas procuraram o profissional em busca de cuidado médico, mas relataram ter sido submetidas a situações de abuso enquanto estavam em posição de vulnerabilidade. Os depoimentos apontam semelhanças: durante as consultas, o médico teria trancado a porta do consultório e restringido a liberdade das pacientes antes de cometer os crimes.
A investigação indica que os episódios não são recentes. O primeiro caso relatado teria ocorrido em 2017, enquanto o mais recente foi registrado em janeiro deste ano. Para a Polícia Civil, a repetição do comportamento sugere um padrão, levando os investigadores a tratar o suspeito como um possível agressor recorrente.
Apesar da gravidade das acusações, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva. Como alternativa, foram determinadas medidas cautelares, incluindo a proibição de deixar a cidade, de manter contato com as vítimas e a suspensão do exercício profissional.
As denúncias ganharam força após as primeiras vítimas decidirem falar. Desde então, novos relatos surgiram, ampliando o alcance do caso. A expectativa das autoridades é de que a visibilidade encoraje outras possíveis vítimas a se manifestarem.
A Polícia Civil continua recebendo denúncias e reforça o apelo para que possíveis vítimas procurem as autoridades.