O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apagou de suas redes sociais uma imagem criada por inteligência artificial em que aparecia vestido como Jesus após enfrentar uma onda de críticas. A publicação, feita no domingo à noite em sua plataforma Truth Social, foi retirada do ar na tarde de segunda-feira (13), depois de ampla repercussão negativa.
A montagem mostrava o presidente com túnica branca, em uma cena com forte apelo religioso: ele aparecia em posição de bênção sobre um homem doente, com elementos simbólicos ao fundo, como a bandeira dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade, aves de rapina e aeronaves militares. O brilho nas mãos e a estética da imagem reforçavam a associação com representações tradicionais de Jesus Cristo.
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Reação negativa e críticas internas
A publicação rapidamente viralizou e gerou indignação nas redes sociais, com críticas vindas de diferentes setores — incluindo figuras públicas, lideranças religiosas e políticos. O episódio chamou atenção por atingir até integrantes do próprio campo conservador e apoiadores do movimento ligado a Trump, que classificaram a imagem como inadequada e desrespeitosa.
Entre opositores, a repercussão também foi intensa, com manifestações públicas de repúdio e críticas à postura do presidente. A polêmica ganhou ainda mais força pelo contexto em que a imagem foi divulgada: pouco antes, Trump havia feito críticas ao papa Leão XIV, o que ampliou a leitura de provocação.
Tentativa de justificativa e histórico
Após a repercussão negativa, Trump tentou relativizar o conteúdo, indicando que a imagem não tinha a intenção de representá-lo como uma figura religiosa, mas sim estaria associada a uma ideia de ajuda humanitária. A explicação, no entanto, não foi suficiente para conter as críticas.
Não é a primeira vez que publicações do tipo geram desconforto. Em outro episódio recente, uma montagem em que Trump aparecia com trajes papais também provocou reação negativa, especialmente entre eleitores cristãos — um grupo que teve papel importante em sua base eleitoral nas últimas eleições.
O caso reacende discussões sobre o uso de inteligência artificial na comunicação política e os limites desse tipo de conteúdo, sobretudo quando envolve símbolos religiosos e temas sensíveis.