A Correios encerrou o Plano de Demissão Voluntária (PDV) de 2026 com a saída de 3.075 funcionários. O número representa cerca de 30,7% da meta inicial, que previa até 10 mil desligamentos ao longo do ano.
Apesar da adesão abaixo do esperado, a estatal projeta impacto significativo nas contas, com economia estimada de R$ 1,4 bilhão já a partir de 2027.
Medidas além das demissões ampliam corte de gastos
Além da redução no quadro de pessoal, o plano de reestruturação inclui outras ações estratégicas para equilibrar as finanças:
- venda de imóveis considerados ociosos
- leilões com potencial de arrecadação de até R$ 1,5 bilhão
- fechamento de cerca de 1 mil agências próprias
Somente no primeiro trimestre, medidas adicionais já devem gerar economia anual de aproximadamente R$ 508 milhões.
Crise financeira pressiona mudanças estruturais
A reestruturação faz parte de um plano mais amplo para enfrentar um cenário crítico. A estatal acumula um déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões por ano, além de prejuízos bilionários registrados nos últimos exercícios.
Entre os fatores que explicam a crise estão a queda no envio de correspondências tradicionais, impactadas pela digitalização, e o aumento da concorrência no setor de logística e comércio eletrônico.
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Meta não atingida pode levar a novas ações
Com a adesão ao PDV ficando bem abaixo do previsto, a empresa pode adotar novas estratégias para alcançar o volume de cortes planejado. A expectativa interna é que outras medidas complementares sejam necessárias para ajustar as contas.
Ainda assim, a direção considera que o programa cumpriu papel importante no início do processo de enxugamento.
Estrutura nacional segue ampla
Mesmo diante dos cortes, os Correios mantêm presença em todo o território nacional. Atualmente, a empresa conta com cerca de 80 mil empregados, mais de 10 mil unidades de atendimento e aproximadamente 1,1 mil centros de distribuição e tratamento.