A Anvisa determinou o cancelamento de centenas de produtos utilizados em procedimentos estéticos após identificar a presença de compostos considerados perigosos à saúde. A medida atinge pelo menos 522 itens, principalmente esmaltes em gel e materiais usados em unhas artificiais.
Entre as substâncias proibidas estão o TPO (Óxido de Trimetilbenzoil Difenilfosfina) e o DMPT (Dimetil-p-Toluidina), compostos químicos associados a riscos graves.
Produtos devem ser retirados do mercado
A decisão foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União, determinando que todos os produtos com essas substâncias tenham seus registros cancelados. Com isso, fica proibida a comercialização, fabricação e uso em todo o país.
A medida também prevê o recolhimento imediato dos itens que ainda estejam em circulação.
Riscos à saúde preocupam especialistas
A proibição tem como base estudos internacionais que apontam possíveis danos causados pelas substâncias:
- DMPT: potencial cancerígeno, com risco de desenvolvimento de tumores
- TPO: associado à toxicidade reprodutiva, podendo afetar a fertilidade
Os riscos atingem tanto consumidores quanto profissionais que trabalham diretamente com esses produtos em salões de beleza.
VEJA MAIS:
- Trator afunda e operário morre submerso em lagoa de lama
- ‘O XV é um clube apaixonante; a cidade vive a instituição’
- VÍDEO: Gato é cruelmente abandonado em saco e morre em Piracicaba
- Clique aqui e receba, gratuitamente, as principais notícias da cidade, no seu WhatsApp, em tempo real.
Uso comum em esmaltes em gel
Os compostos proibidos são frequentemente utilizados em produtos que exigem secagem por luz ultravioleta (UV) ou LED, comuns em procedimentos de alongamento e esmaltação em gel.
Esse tipo de aplicação é popular no Brasil, o que amplia a preocupação das autoridades sanitárias.
Prazo e regulamentação
A restrição já havia sido prevista anteriormente, com a aprovação da RDC nº 995/2025, que estabeleceu um prazo de 90 dias para adequação. Com o fim desse período, a agência confirmou o banimento definitivo dos produtos irregulares.
Objetivo é proteger consumidores
Segundo a Anvisa, a decisão busca reduzir riscos à saúde pública e garantir maior segurança no uso de cosméticos no país, especialmente em procedimentos estéticos cada vez mais populares.