O asfalto ainda guarda marcas dos acidentes fatais na terça-feira (24) e ontem (27), em Piracicaba. O silêncio que fica depois das sirenes é ensurdecedor. Em menos de uma semana, duas mortes de motociclistas mergulharam a cidade em um cenário de tensão, medo e indignação.
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Os casos, violentos e impactantes, ocorreram em pontos distintos da cidade, mas compartilham um roteiro assustador: motos destruídas, corpos lançados ao chão e a sensação de que tudo aconteceu rápido demais — e poderia ter sido evitado.
No primeiro acidente, a cena foi descrita como “devastadora”. O impacto foi forte. O condutor Thiago, um jovem trabalhador, ainda foi projetado contra a parede de um imóvel e não teve qualquer chance. Quem presenciou fala em segundos que mudaram tudo — um instante que terminou em morte, no cruzamento com semáforo, entre a avenida José Micheletti e a rua Gomes Carneiro.
Três dias depois, quando a cidade ainda tentava assimilar a perda, um novo episódio voltou a chocar. Outra moto, outro impacto brutal, outra vida interrompida. Desta vez, em uma queda na Rodovia do Açúcar, no km 172.. O resultado foi o mesmo — fatal.na manhã desta sexta-feira.
A repetição do cenário acendeu um alerta vermelho entre moradores e autoridades. Nas redes sociais, a revolta cresce. “Até quando?”, questionam usuários. Nas ruas, o medo se instala — principalmente entre motociclistas, que se sentem cada vez mais vulneráveis.
As investigações seguem em andamento, e a polícia trabalha para entender o que realmente aconteceu em cada caso. Câmeras de segurança, perícias e depoimentos devem trazer respostas — mas, para muitos, elas chegam tarde demais.
Especialistas apontam que a combinação entre trânsito intenso, imprudência e falta de fiscalização cria um ambiente propício para tragédias.
Em Piracicaba, a última semana de março deixa um rastro de dor — e um aviso claro: a próxima vítima pode estar a poucos metros, a poucos segundos, de distância.