EMAGRECIMENTO

Novos medicamentos para emagrecer avançam na Anvisa

Por Redação JP1 |
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 O processo regulatório exige uma análise rigorosa para garantir a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos.
O processo regulatório exige uma análise rigorosa para garantir a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando solicitações para o registro de novas canetas emagrecedoras no Brasil. Ao menos 21 pedidos foram enviados, sendo que dois já estão em estágio avançado e podem se tornar alternativas ao Ozempic nos próximos meses. A expectativa do setor é que a primeira versão genérica seja aprovada até junho, após o fim da patente do medicamento.

Apesar disso, especialistas alertam que a aprovação não significa que os produtos estarão imediatamente disponíveis nas farmácias. O processo regulatório exige uma análise rigorosa para garantir a qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos.

Durante participação no programa Conexão Record News, a endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Karen De Marca, explicou que a liberação de novas marcas depende de etapas técnicas criteriosas. Segundo ela, mesmo com o fim da patente, a semaglutida princípio ativo dessas canetas ainda segue sendo produzida pela indústria farmacêutica que detinha a exclusividade, mantendo o cenário atual sem mudanças imediatas para o consumidor.


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A médica também fez um alerta sobre o uso indiscriminado desses medicamentos. Embora haja restrições da Anvisa contra manipulações irregulares, produtos ilegais continuam sendo ofertados, principalmente pela internet e aplicativos de mensagens.

O uso dessas substâncias deve ser feito exclusivamente com prescrição médica e acompanhamento profissional, já que podem causar efeitos colaterais graves, como desidratação, problemas hepáticos, renais e até cardíacos. As canetas emagrecedoras são indicadas principalmente para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade associada a outras condições de saúde.

Karen reforça ainda que o consumidor deve evitar adquirir esses produtos de procedência duvidosa. Medicamentos vendidos em frascos ou fora dos padrões aprovados no Brasil podem estar contaminados ou conter impurezas, representando riscos significativos à saúde.

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