A Prefeitura de Piracicaba avalia como proceder após a concorrência eletrônica para concessão do Parque do Mirante, do Aquário Municipal e do Elevador Turístico “Alto do Mirante” não registrar interessados. Segundo a Secretaria Municipal de Turismo, a abertura das propostas estava prevista para o dia 24 de fevereiro, mas nenhuma empresa participou do certame.
De acordo com a administração municipal, o cenário agora é de reavaliação. A pasta responsável estuda alternativas, incluindo a possibilidade de lançar um novo edital, com eventuais ajustes para tentar atrair investidores.
O processo havia sido formalizado por meio do Edital de Concorrência Eletrônica nº 08/2025, que previa a concessão dos espaços para revitalização, gestão, operação e exploração econômica. O critério de julgamento seria a maior oferta de outorga, com valor mínimo estabelecido em R$ 100 mil.
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A tentativa de transferir a administração desses equipamentos ao setor privado não é inédita. Na gestão anterior, uma licitação voltada apenas ao elevador turístico também terminou sem interessados. Posteriormente, o projeto foi ampliado para incluir o parque e o aquário, mas acabou interrompido com a mudança de governo.
O contrato previsto teria duração de 25 anos, com possibilidade de prorrogação por até mais 10, abrangendo uma área de aproximadamente 28,5 mil metros quadrados. O modelo permitiria a exploração de atividades ligadas ao turismo, lazer, gastronomia, cultura, esportes e inovação.
O edital estabelecia investimento mínimo superior a R$ 8,6 milhões por parte da concessionária, principalmente em intervenções obrigatórias. Todos os custos seriam arcados pela empresa vencedora, sem aporte direto de recursos públicos, com reversão dos bens ao Município ao término do contrato.
Também estavam previstas exigências como a criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), cumprimento de normas ambientais e de acessibilidade, além do ressarcimento aos cofres públicos pelos estudos técnicos realizados.
A proposta tinha como objetivo promover a revitalização e modernização do complexo turístico, ampliando seu potencial de atração sem impacto direto no orçamento municipal e garantindo a manutenção do uso público dos espaços.