O Dia Roxo (Purple Day), data mundial dedicada à conscientização sobre a epilepsia, será marcado em Piracicaba com um encontro aberto ao público no sábado (14). O evento reunirá especialistas, pacientes e familiares para discutir informação, inclusão e os desafios relacionados à condição neurológica. A iniciativa conta com apoio da Prefeitura de Piracicaba.
A atividade é organizada pelo Projeto EpileCia – Epilepsia com a sua companhia, da Associação de Amigos na Luta Incondicional Contra a Epilepsia (AALICE), em parceria com a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE). O encontro acontece na rua Moraes Barros, 233, no prédio da antiga Pinacoteca, das 8h30 às 12h.
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Com o tema “Diálogos sobre Epilepsia – Painel de Informação, Escuta e Conscientização”, o evento terá a participação das médicas Daniela Bezerra, neuropediatra e epileptologista, e Manuella Godoy, pediatra do Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi. Também participam Luciana Quintana Damasceno, microempresária e mãe de Maria Clara — diagnosticada aos sete meses com uma doença genética rara do neurodesenvolvimento caracterizada por epilepsia grave —, além de Daniel Braz, presidente da ABE.
A proposta é promover um diálogo aberto entre especialistas, representantes do poder público, pessoas com epilepsia, familiares e a comunidade, abordando os desafios da doença, os avanços no cuidado e a importância da inclusão social.
A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais no cérebro, que podem provocar crises com movimentos involuntários, alterações de consciência e outros sintomas. A doença pode ter origem genética ou estar associada a lesões cerebrais adquiridas, como traumas ou acidente vascular cerebral (AVC), afetando pessoas de todas as idades.
Ambulatório especializado
Outro avanço recente no município é o Ambulatório de Epilepsia, inaugurado em 28 de fevereiro no Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi, localizado na rua Silva Jardim, 1.700. O serviço atende pacientes do SUS e oferece acompanhamento integrado para pessoas com epilepsia.
A implantação do ambulatório ocorre em parceria com a ABE e conta com a participação do Projeto EpileCia, da AALICE, que atua na divulgação de informações, na conscientização e no combate ao preconceito.
Segundo a coordenadora do ambulatório, a médica Manuella Godoy, a iniciativa também tem impacto na formação acadêmica. “Esse ambulatório é muito importante para a formação dos nossos alunos, que terão contato com um serviço de referência e com pacientes que necessitam de atenção especializada. Vamos contribuir significativamente com a saúde do município”, afirmou.