O aumento da violência contra mulheres e a necessidade de fortalecer políticas públicas de proteção são alguns dos temas que marcam o Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). Em contato com o Jornal de Piracicaba, a deputada estadual Professora Bebel (PT) destacou a importância da data e reforçou a necessidade de mobilização social para enfrentar o feminicídio.
Segundo a parlamentar, o 8 de março continua sendo um momento essencial de reflexão e alerta para a realidade vivida por muitas mulheres. Ela aponta que, apesar dos avanços, a violência de gênero ainda é uma realidade preocupante. “A data é mais do que necessária. O feminicídio cresceu 94% entre 2021 e 2025 no estado de São Paulo. Cresceu em todo o Brasil. O machismo estrutural segue forte, enraizado, fazendo vítimas fatais, mas também vítimas de estupros, de violência doméstica, de agressões em vias públicas, em plena luz do dia”, afirmou.
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Combate ao feminicídio
Para a deputada, o aumento dos casos de feminicídio exige uma resposta conjunta de toda a sociedade. Bebel classificou o cenário como “alarmante, vergonhoso e inaceitável”, destacando que o enfrentamento da violência contra a mulher precisa envolver diferentes setores. Entre as iniciativas recentes, ela citou o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em fevereiro deste ano, como um passo importante.
“A luta contra o feminicídio não é uma luta de mulheres. É uma luta social, de mulheres e homens. Deve envolver governos, justiça, organizações da sociedade civil, entidades, movimentos sociais, as escolas, as igrejas, os clubes, as torcidas organizadas, todo mundo”, disse.
Projetos e ações
No âmbito legislativo, Bebel afirma ter apresentado diversos projetos voltados à proteção das mulheres. Entre eles, está a proposta que institui o Programa Rede Segura, voltado ao combate à violência doméstica no estado. Também estão entre as iniciativas a criação de auxílio financeiro para mulheres vítimas de violência doméstica, a concessão de licença remunerada de seis meses para servidoras públicas que tenham sofrido esse tipo de violência e a instituição de pensão especial para filhos e dependentes menores de vítimas de feminicídio.
Outro projeto garante às mulheres o direito de ter um acompanhante de sua escolha durante consultas e exames, inclusive ginecológicos, em estabelecimentos públicos e privados de saúde.
A deputada também destacou conquistas relacionadas a Piracicaba. Segundo ela, pelo segundo ano consecutivo foram garantidos recursos no orçamento estadual para a construção de um prédio próprio para a Delegacia da Mulher e para a criação de uma casa de acolhimento destinada a mulheres vítimas de violência na cidade.
“Espero que o governador Tarcísio de Freitas cumpra o orçamento e libere os recursos para essas obras que são muito importantes para a cidade”, afirmou.