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Em meio à guerra, China surpreende ao anunciar cura para diabetes

Por Will Baldine | Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
O caso envolve um homem de 59 anos que convivia com a doença havia cerca de 25 anos e que, após o procedimento experimental, deixou de utilizar aplicações de insulina
O caso envolve um homem de 59 anos que convivia com a doença havia cerca de 25 anos e que, após o procedimento experimental, deixou de utilizar aplicações de insulina

Pesquisadores da cidade de Xangai, na China, divulgaram resultados de um estudo relacionado ao tratamento da diabetes envolvendo o transplante de células pancreáticas. O caso envolve um homem de 59 anos que convivia com a doença havia cerca de 25 anos e que, após o procedimento experimental, deixou de utilizar aplicações de insulina.

Saiba mais:

As informações foram divulgadas pela Comissão de Ciência e Tecnologia de Xangai e o acompanhamento do paciente foi realizado pelo Hospital Shanghai Changzheng. Segundo os dados apresentados, o paciente tinha diabetes tipo 2 em estágio avançado, com comprometimento das ilhotas pancreáticas, responsáveis pela produção de insulina no organismo.

Após a realização do transplante das células pancreáticas, o paciente permaneceu por 33 meses sem necessidade de utilizar insulina. O resultado do estudo foi publicado na revista científica Cell Discovery, em um trabalho que reúne pesquisas desenvolvidas ao longo de mais de dez anos.

Apesar do resultado apresentado, especialistas afirmam que o caso deve ser interpretado com cautela. A endocrinologista Maria Elizabeth Rossi, chefe de laboratório da Universidade de São Paulo, explicou que o período de acompanhamento ainda é considerado limitado para afirmar que houve cura da doença. Segundo ela, o resultado pode indicar um controle prolongado da glicemia, mas ainda são necessários mais estudos e acompanhamento por um período maior.

A especialista também destacou que a diabetes tipo 1 e a tipo 2 possuem origens diferentes e exigem tratamentos distintos. No caso relatado em Xangai, o paciente com diabetes tipo 2 evoluiu para uma condição que exigia uso contínuo de insulina, situação que levou à adoção de uma terapia mais complexa.

Pesquisadores também apontam que o tratamento ainda enfrenta obstáculos para aplicação em grande escala. Entre os fatores citados estão o custo do procedimento, a necessidade de equipes médicas especializadas e riscos relacionados ao transplante, como rejeição das células transplantadas, infecções e outras complicações.

Os responsáveis pelo estudo informam que os resultados contribuem para o avanço das pesquisas sobre terapias celulares voltadas ao tratamento da diabetes, mas ressaltam que novos estudos e avaliações de longo prazo serão necessários antes que a técnica possa ser considerada uma alternativa disponível para a população.

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