A morte da adolescente Marta Isabelle dos Santos Silva, de 16 anos, provocou forte comoção nacional após a divulgação de detalhes considerados chocantes pela investigação. A jovem foi encontrada sem vida no dia 24 de fevereiro, em uma residência no bairro Jardim Santana, zona leste de Porto Velho.
De acordo com a apuração, a violência teria sido motivada por mensagens encontradas no celular da adolescente, o que teria gerado a reação do pai. A partir daí, segundo a polícia, ela passou a ser submetida a agressões constantes e mantida em cárcere privado por aproximadamente dois meses.
Larvas em feridas e pedido de socorro
Relatórios periciais apontam que, na fase final, a adolescente apresentava feridas abertas com presença de larvas, indicando infecção grave e abandono extremo. Ainda conforme a investigação, ela teria pedido ajuda repetidas vezes, mas não recebeu atendimento médico nem qualquer tipo de assistência.
Investigadores classificaram as condições encontradas no imóvel como degradantes e incompatíveis com qualquer padrão mínimo de cuidado.
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Prisões e possível agravamento das acusações
O pai, a madrasta e a avó paterna foram presos em flagrante no dia em que o corpo foi localizado. Inicialmente autuados por omissão de socorro e maus-tratos, os três podem responder por tortura seguida de morte e cárcere privado qualificado, conforme o avanço das provas técnicas.
Há indícios de que a adolescente era mantida amarrada durante a noite e isolada ao longo do dia, impedida de ter contato externo ou acesso a ajuda.
Investigação continua
O caso é conduzido pela Polícia Civil, com atuação da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, que segue colhendo depoimentos para verificar se havia denúncias anteriores ou outros possíveis crimes no local.
Os suspeitos permanecem custodiados no sistema prisional da capital, à disposição da Justiça.