LULINHA

CPI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de filho de Lula

Por Will Baldine | Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
A medida foi aprovada sob a suspeita de que ele atue como “sócio oculto” em transações investigadas pela comissão
A medida foi aprovada sob a suspeita de que ele atue como “sócio oculto” em transações investigadas pela comissão

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do INSS aprovou, na manhã desta quinta-feira (26), a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida foi aprovada sob a suspeita de que ele atue como “sócio oculto” em transações investigadas pela comissão.

A sessão foi suspensa após confusão e empurra-empurra entre parlamentares. Deputados do PT, do União Brasil e do Novo se envolveram na discussão durante a análise dos requerimentos. A presidência da comissão interrompeu os trabalhos e retomou a reunião após a reorganização do plenário.

Saiba mais:

O relator da comissão, Alfredo Gaspar, afirmou que a decisão foi fundamentada em mensagens interceptadas no curso das investigações. Segundo ele, os registros indicariam Lulinha como destinatário de um pagamento no valor de R$ 300 mil. O relator declarou que a quebra de sigilo tem como objetivo verificar a origem e o destino dos recursos mencionados.

A CPI também aprovou a convocação de um ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para prestar depoimento. De acordo com integrantes da comissão, a oitiva busca esclarecer a participação de agentes públicos e privados nos fatos apurados.

Além disso, foram aprovados requerimentos para a quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master. A comissão também decidiu convocar o ex-CEO da instituição financeira para depor. Os parlamentares informaram que as medidas integram um conjunto de diligências voltadas à apuração de movimentações financeiras relacionadas ao objeto da investigação.

A CPI mista do INSS foi instalada para investigar possíveis irregularidades envolvendo recursos e contratos vinculados ao instituto. A comissão é composta por deputados e senadores e tem prazo determinado para a conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogado mediante deliberação do Congresso Nacional.

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