ALTA DE 25%

Governo aumenta imposto e eletrônicos ficam mais caros; ENTENDA

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 2 min
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão tem como objetivo reduzir a dependência de produtos importados e estimular a produção nacional.
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão tem como objetivo reduzir a dependência de produtos importados e estimular a produção nacional.

O governo federal anunciou a elevação do Imposto de Importação sobre aproximadamente mil itens, com aumento que pode chegar a 25% em determinadas categorias. A decisão atinge principalmente produtos do setor de tecnologia e bens de capital, elevando o custo de itens que dependem de componentes estrangeiros.

A medida alcança tanto consumidores que compram eletrônicos importados quanto empresas que utilizam equipamentos de alta tecnologia em suas operações.

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Celulares, TVs e componentes na lista

Entre os produtos afetados estão smartphones adquiridos no exterior, painéis de LED e LCD, câmeras especializadas e diversos componentes eletrônicos, como placas de circuito montadas e cartuchos de tinta.

Também entram na nova taxação máquinas automatizadas, robôs industriais e equipamentos utilizados na chamada Indústria 4.0, segmento estratégico para modernização produtiva.

A área da saúde não ficou de fora: aparelhos de ressonância magnética, tomógrafos e centrífugas laboratoriais estão entre os itens impactados.

Por que o imposto subiu?

Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão tem como objetivo reduzir a dependência de produtos importados e estimular a produção nacional. Dados oficiais indicam que as compras externas desses bens cresceram mais de 30% desde 2022, ampliando a participação estrangeira no consumo interno.

Ao encarecer o importado, o governo busca equilibrar a concorrência e fortalecer a indústria brasileira.

Impactos possíveis na economia

Embora o efeito na inflação oficial deva ocorrer de forma gradual, o aumento pode gerar reflexos em diferentes setores. Serviços hospitalares, por exemplo, podem sofrer reajustes devido ao custo de manutenção de equipamentos importados.

No cotidiano, eletrodomésticos e televisores que utilizam componentes estrangeiros também podem registrar alta nos preços. Empresas e condomínios que dependem de sistemas automatizados tendem a enfrentar custos maiores em peças e manutenção.

Prazo para exceções

Para evitar interrupções em áreas consideradas essenciais, o governo abriu prazo até 31 de março para que empresas solicitem redução temporária das alíquotas a zero, válida por até 120 dias, em situações específicas.

A medida marca uma nova fase na política comercial do país e deve influenciar o mercado de tecnologia nos próximos meses, com possíveis ajustes de preços e reavaliação de investimentos por parte das empresas.

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