O governo federal anunciou a elevação do Imposto de Importação sobre aproximadamente mil itens, com aumento que pode chegar a 25% em determinadas categorias. A decisão atinge principalmente produtos do setor de tecnologia e bens de capital, elevando o custo de itens que dependem de componentes estrangeiros.
A medida alcança tanto consumidores que compram eletrônicos importados quanto empresas que utilizam equipamentos de alta tecnologia em suas operações.
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Celulares, TVs e componentes na lista
Entre os produtos afetados estão smartphones adquiridos no exterior, painéis de LED e LCD, câmeras especializadas e diversos componentes eletrônicos, como placas de circuito montadas e cartuchos de tinta.
Também entram na nova taxação máquinas automatizadas, robôs industriais e equipamentos utilizados na chamada Indústria 4.0, segmento estratégico para modernização produtiva.
A área da saúde não ficou de fora: aparelhos de ressonância magnética, tomógrafos e centrífugas laboratoriais estão entre os itens impactados.
Por que o imposto subiu?
Segundo o Ministério da Fazenda, a decisão tem como objetivo reduzir a dependência de produtos importados e estimular a produção nacional. Dados oficiais indicam que as compras externas desses bens cresceram mais de 30% desde 2022, ampliando a participação estrangeira no consumo interno.
Ao encarecer o importado, o governo busca equilibrar a concorrência e fortalecer a indústria brasileira.
Impactos possíveis na economia
Embora o efeito na inflação oficial deva ocorrer de forma gradual, o aumento pode gerar reflexos em diferentes setores. Serviços hospitalares, por exemplo, podem sofrer reajustes devido ao custo de manutenção de equipamentos importados.
No cotidiano, eletrodomésticos e televisores que utilizam componentes estrangeiros também podem registrar alta nos preços. Empresas e condomínios que dependem de sistemas automatizados tendem a enfrentar custos maiores em peças e manutenção.
Prazo para exceções
Para evitar interrupções em áreas consideradas essenciais, o governo abriu prazo até 31 de março para que empresas solicitem redução temporária das alíquotas a zero, válida por até 120 dias, em situações específicas.
A medida marca uma nova fase na política comercial do país e deve influenciar o mercado de tecnologia nos próximos meses, com possíveis ajustes de preços e reavaliação de investimentos por parte das empresas.