IDENTIDADE SEGURA

Novo RG é até 10 vezes mais seguro contra fraudes; ENTENDA

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 3 min

A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) começa a consolidar uma mudança estrutural no sistema de identificação civil brasileiro. Com número único vinculado ao CPF e recursos avançados de validação digital, o documento já apresenta desempenho superior ao antigo RG estadual na prevenção a fraudes.

Levantamento da Serasa Experian, com base em 30 milhões de autenticações realizadas entre janeiro e agosto de 2025, aponta que 86,9% das validações feitas com a CIN não apresentaram indícios de risco. No mesmo período, o RG tradicional registrou 80,6% de aprovações sem alerta. Proporcionalmente, a nova identidade demonstrou ser até dez vezes menos vulnerável a tentativas de fraude.

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Número único fecha brechas históricas

Um dos principais pilares da mudança é a unificação do registro civil. Antes, cada estado emitia o RG com numeração própria, permitindo que uma mesma pessoa tivesse diferentes registros em unidades federativas distintas — prática que já foi associada a esquemas fraudulentos, especialmente no setor financeiro.

Com a CIN, o CPF passa a ser o identificador nacional definitivo. A padronização reduz inconsistências entre bases estaduais, elimina duplicidades e fortalece a integração de dados em todo o país.

Validação digital no centro do novo modelo

A segurança do documento não se limita ao layout físico. A CIN incorpora QR Code e a chamada MRZ (zona de leitura automática semelhante à utilizada em passaportes), permitindo checagem eletrônica instantânea.

O QR Code pode ser validado por aplicativo oficial, confirmando a autenticidade do documento diretamente na base governamental. Essa integração acelera processos de cadastro em bancos, fintechs e serviços digitais, além de dificultar adulterações.

Ao combinar leitura automatizada, verificação em base oficial e biometria facial, o modelo encurta o caminho entre a apresentação do documento e a confirmação de identidade.

Onde surgem os alertas de risco

Mesmo com desempenho superior, o estudo identificou pontos críticos nas validações. Entre os casos classificados como risco, 41,1% estavam ligados ao “Facematch”, quando a imagem capturada não coincide com a foto oficial. Já inconsistências cadastrais — divergências em dados informados — responderam por 36,3% das ocorrências.

Os dados indicam que a eficiência da CIN depende não apenas do documento, mas também da qualidade da captura biométrica e da precisão das informações inseridas durante a autenticação.

Transição gradual até 2032

A substituição do RG antigo será progressiva. O modelo estadual continua válido até 28 de fevereiro de 2032, permitindo que a troca ocorra sem obrigatoriedade imediata. A emissão permanece sob responsabilidade dos estados, agora seguindo padrão nacional unificado e com integração das bases ao governo federal.

O avanço nas emissões acompanha a digitalização de serviços públicos e privados, ampliando o uso da identidade em operações remotas.

Impacto direto no combate a fraudes

Ao eliminar múltiplas numerações e reforçar mecanismos de validação digital, a CIN surge como ferramenta estratégica contra golpes em cadastros e transações financeiras. A expectativa é reduzir perdas bilionárias associadas a fraudes documentais e fortalecer a confiança no ambiente digital.

Com a expansão do documento e o aumento da validação eletrônica, setores como bancos, fintechs e plataformas de serviços online tendem a acelerar a adaptação de seus sistemas ao novo padrão nacional.

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