Com a proximidade do período de entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, cresce a atenção dos contribuintes para evitar inconsistências que possam levar à malha fina. O calendário oficial costuma ser divulgado em março pela Receita Federal do Brasil, mas a organização antecipada de documentos é essencial para reduzir riscos.
Nos últimos anos, a Receita ampliou os mecanismos de fiscalização e aperfeiçoou o sistema de cruzamento eletrônico de informações. Dados enviados por empresas, bancos, planos de saúde, corretoras e outras instituições são comparados automaticamente com o que é informado pelo contribuinte. Divergências são identificadas rapidamente e podem resultar na retenção da declaração para análise.
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Confira os erros mais frequentes e como evitá-los
Rendimentos omitidos
A falta de informação sobre todas as fontes de renda é o principal motivo que leva declarações à malha fina. Salários de mais de um emprego, trabalhos autônomos, aluguéis, pensão alimentícia e outras receitas devem ser informados integralmente.
Como as fontes pagadoras também enviam dados ao Fisco, qualquer omissão tende a ser detectada. Reunir todos os informes antes de preencher a declaração é a medida mais segura.
Investimentos declarados incorretamente
O aumento do número de investidores pessoa física trouxe novos desafios na hora de declarar. Ganhos com ações, fundos imobiliários e títulos públicos precisam ser informados de acordo com as regras específicas, mesmo quando há isenção em determinadas operações.
As corretoras disponibilizam relatórios anuais detalhados. Utilizar esses documentos evita inconsistências e reduz o risco de pendências.
Informações desatualizadas sobre bens
Outro erro recorrente é repetir automaticamente os valores do ano anterior na ficha de bens e direitos. Saldos bancários e aplicações financeiras devem refletir a posição exata em 31 de dezembro do ano-base.
No caso de veículos e imóveis, o valor informado deve ser o custo de aquisição, sem atualização pelo preço de mercado.
Problemas com dependentes
Incluir o mesmo dependente em duas declarações distintas é uma falha comum. Também é necessário informar eventuais rendimentos recebidos por ele, como bolsas ou salários.
O cruzamento de CPF é automático, o que torna esse tipo de inconsistência facilmente identificável.
Despesas médicas divergentes
Gastos com saúde estão entre os principais pontos de verificação da Receita. Informar valores superiores aos comprovantes ou incluir despesas não dedutíveis pode levar à retenção da declaração.
A recomendação é guardar recibos e documentos por, no mínimo, cinco anos, prazo em que a Receita pode solicitar comprovação.
Tecnologia amplia fiscalização
O avanço tecnológico tornou o sistema de fiscalização mais eficiente e preciso. A declaração pré-preenchida surge como ferramenta para reduzir erros, pois importa automaticamente diversas informações já registradas nos bancos de dados do governo.
Ainda assim, a conferência detalhada continua indispensável. Revisar cada campo antes do envio é a melhor forma de evitar atrasos na restituição e eventuais complicações com o Fisco.