A contagem regressiva para o Imposto de Renda 2026 já começou. A Receita Federal do Brasil informou que o cronograma oficial da declaração (incluindo a data de liberação do programa e o prazo final de envio) será divulgado na primeira quinzena de março.
No ciclo anterior, o envio começou em 15 de março e se encerrou em 31 de maio. A tendência é que o período se mantenha semelhante, mas a confirmação depende do anúncio oficial.
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O que já está valendo
A declaração de 2026 terá como base os rendimentos recebidos ao longo de 2025. A tabela anual de cálculo do imposto segue dividida por faixas de renda:
- Até R$ 28.467,20: isento
- De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80: 7,5% (dedução de R$ 2.135,04)
- De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60: 15% (dedução de R$ 4.679,03)
- De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16: 22,5% (dedução de R$ 8.054,97)
- Acima de R$ 55.976,16: 27,5% (dedução de R$ 10.853,78)
Entre os principais abatimentos permitidos estão:
- Dependentes: R$ 2.275,08 por ano;
- Educação: limite de R$ 3.561,50 por pessoa;
- Desconto simplificado anual: até R$ 17.640;
- Despesas médicas: sem limite de dedução.
Quem deve declarar
As regras definitivas para 2026 ainda serão detalhadas, mas, no ano passado, a obrigatoriedade atingiu quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 33.888 no ano.
Também precisaram prestar contas:
- Produtores rurais com receita bruta acima de R$ 169.440;
- Contribuintes com rendimentos no exterior;
- Pessoas que realizaram venda de bens com ganho de capital;
- Quem atualizou valores de imóveis com tributação específica.
Mudanças recentes só terão efeito depois
A ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais e outras alterações aprovadas na reforma do Imposto de Renda ainda não impactam a declaração de 2026. As novas regras só valerão para o exercício seguinte, referente aos rendimentos de 2026.
Organização pode acelerar restituição
Empresas e instituições financeiras têm até 28 de fevereiro para liberar os informes de rendimentos. Especialistas recomendam reunir comprovantes com antecedência para evitar erros e atrasos.
Em 2025, mais de 43,3 milhões de declarações foram entregues dentro do prazo. Desse total, 50,3% utilizaram a versão pré-preenchida, que reduz falhas no preenchimento e aumenta as chances de receber a restituição mais cedo.
Documentos que você deve separar
Para facilitar o envio da declaração, é importante ter em mãos:
- Informes de rendimentos de todos os empregadores;
- Extratos de bancos e corretoras;
- Comprovantes de aposentadoria ou pensão;
- Recibos de despesas médicas com identificação completa do profissional;
- Comprovantes de despesas escolares;
- Documentação de compra e venda de imóveis e veículos;
- Registros de doações, heranças, consórcios e empréstimos.
Todos os dependentes precisam possuir CPF válido.
Atenção às penalidades
Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o CPF pode ficar com status de pendente de regularização, o que pode dificultar operações financeiras.
Com o anúncio do calendário previsto para março, o momento é de organização. Antecipar a separação de documentos pode evitar dores de cabeça e reduzir o risco de cair na malha fina.