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Imposto de Renda 2026: VEJA prazos e documentos para declarar

Por Bia Xavier - Jornal de Piracicaba |
| Tempo de leitura: 3 min
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
A declaração de 2026 terá como base os rendimentos recebidos ao longo de 2025.
A declaração de 2026 terá como base os rendimentos recebidos ao longo de 2025.

A contagem regressiva para o Imposto de Renda 2026 já começou. A Receita Federal do Brasil informou que o cronograma oficial da declaração (incluindo a data de liberação do programa e o prazo final de envio) será divulgado na primeira quinzena de março.

No ciclo anterior, o envio começou em 15 de março e se encerrou em 31 de maio. A tendência é que o período se mantenha semelhante, mas a confirmação depende do anúncio oficial.

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O que já está valendo

A declaração de 2026 terá como base os rendimentos recebidos ao longo de 2025. A tabela anual de cálculo do imposto segue dividida por faixas de renda:

  • Até R$ 28.467,20: isento
  • De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80: 7,5% (dedução de R$ 2.135,04)
  • De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60: 15% (dedução de R$ 4.679,03)
  • De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16: 22,5% (dedução de R$ 8.054,97)
  • Acima de R$ 55.976,16: 27,5% (dedução de R$ 10.853,78)

Entre os principais abatimentos permitidos estão:

  • Dependentes: R$ 2.275,08 por ano;
  • Educação: limite de R$ 3.561,50 por pessoa;
  • Desconto simplificado anual: até R$ 17.640;
  • Despesas médicas: sem limite de dedução.

Quem deve declarar

As regras definitivas para 2026 ainda serão detalhadas, mas, no ano passado, a obrigatoriedade atingiu quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 33.888 no ano.

Também precisaram prestar contas:

  • Produtores rurais com receita bruta acima de R$ 169.440;
  • Contribuintes com rendimentos no exterior;
  • Pessoas que realizaram venda de bens com ganho de capital;
  • Quem atualizou valores de imóveis com tributação específica.

Mudanças recentes só terão efeito depois

A ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais e outras alterações aprovadas na reforma do Imposto de Renda ainda não impactam a declaração de 2026. As novas regras só valerão para o exercício seguinte, referente aos rendimentos de 2026.

Organização pode acelerar restituição

Empresas e instituições financeiras têm até 28 de fevereiro para liberar os informes de rendimentos. Especialistas recomendam reunir comprovantes com antecedência para evitar erros e atrasos.

Em 2025, mais de 43,3 milhões de declarações foram entregues dentro do prazo. Desse total, 50,3% utilizaram a versão pré-preenchida, que reduz falhas no preenchimento e aumenta as chances de receber a restituição mais cedo.

Documentos que você deve separar

Para facilitar o envio da declaração, é importante ter em mãos:

  • Informes de rendimentos de todos os empregadores;
  • Extratos de bancos e corretoras;
  • Comprovantes de aposentadoria ou pensão;
  • Recibos de despesas médicas com identificação completa do profissional;
  • Comprovantes de despesas escolares;
  • Documentação de compra e venda de imóveis e veículos;
  • Registros de doações, heranças, consórcios e empréstimos.

Todos os dependentes precisam possuir CPF válido.

Atenção às penalidades

Quem perder o prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Além disso, o CPF pode ficar com status de pendente de regularização, o que pode dificultar operações financeiras.

Com o anúncio do calendário previsto para março, o momento é de organização. Antecipar a separação de documentos pode evitar dores de cabeça e reduzir o risco de cair na malha fina.

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